Carcinoma de células escamosas

Carcinoma de células escamosas: diagnóstico e tratamentos

O carcinoma de células escamosas ou cancro espinocelular é um tipo comum de câncer de pele, ficando atrás somente do carcinoma de células basais. De modo geral, ele corresponde a um nódulo rígido com a superfície escamosa, porém, também pode se apresentar em forma de úlcera que não cicatriza. A evolução da doença costuma ser lenta e se ela não for tratada devidamente, há a possibilidade do carcinoma de células escamosas se espalhar para outras regiões do corpo.

É preciso acrescentar que atualmente o câncer de pele é a neoplasia mais incidente no Brasil e equivale a cerca de 25% de todos os tumores malignos diagnosticados no país. Além disso, 20% dos cânceres cutâneos são do tipo carcinoma de células escamosas, sendo a face o local de acometimento mais frequente.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cancro espinocelular consistem na exposição excessiva à radiação solar, presença de cicatrizes cutâneas e feridas crônicas na pele, contato com substâncias químicas como o arsênico, infecção por papiloma vírus humano, pele e cabelos claros, doença de Bowen, etc.

Felizmente, o câncer de células escamosas é tratável, com boas chances de cura quando o tratamento é iniciado adequadamente. Quer saber como diagnosticar essa condição e tratá-la da forma correta? Leia o artigo e saiba mais!

Diagnóstico do câncer espinocelular

Para diagnosticar precocemente um quadro de carcinoma de células escamosas é preciso ficar atento aos possíveis sinais da doença. Ela geralmente se inicia com a formação de uma crosta avermelhada, nódulo rígido ou úlcera elevada na pele. A textura é áspera e pode coçar e, até mesmo sangrar, se for manipulada. 

Ao notar esses sintomas, a pessoa deve buscar auxílio médico especializado para investigar o problema e diagnosticar com precisão, descartando ou confirmando a malignidade. 

O profissional fará um exame clínico detalhado, avaliará o conjunto de sintomas e levará em consideração o histórico clínico do paciente. Além disso, ele solicitará a biópsia para examinar se há células cancerígenas na amostra cutânea.

A biópsia permite descobrir se realmente estamos diante de um quadro de câncer, de qual tipo e em que estágio ele se encontra. Essas informações são importantes para nortear o tratamento e estabelecer o prognóstico do caso.

Tratamento do carcinoma de células escamosas

São diversas as possibilidades de tratamento do carcinoma de células escamosas. Em estágio inicial, ele pode ser removido por completo através de cirurgia micrográfica de Mohs, um procedimento cirúrgico eficiente em cerca de 95% dos casos. Em casos mais avançados, recomenda-se técnicas como a criocirurgia, radioterapia, quimioterapia e uso de biofármacos.

Quando a cirurgia não pode ser realizada, há a possibilidade de realizar tratamentos com laser, terapia fotodinâmica e, até mesmo, utilização de cremes como imiquimod e fluorouracil. Cada situação deve ser avaliada individualmente para definir a abordagem terapêutica e aumentar as chances de cura. 


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cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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Posted by Pablo Gabriel Quintana