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Tipos de tratamento para o câncer de nasofaringe

Tipos de tratamento para o câncer de nasofaringe

O câncer de nasofaringe atinge a região na parte superior da garganta e posterior do nariz, perto da base do crânio. Diversas variações de tumores podem se desenvolver nessa região, alguns benignos e outros malignos.

A maior parte desses cânceres OU carcinoma de nasofaringe, são do tipo epitelial ou de células escamosas, ele se inicia nas células epiteliais que envolvem a área interna e externa do órgão. Esses carcinomas possuem bastante agressividade. Os tipos de carcinomas mais comuns são:

  • Carcinoma de celulas escamosas;
  • Melanoma;
  • Carcinoma pouco diferenciado – SNUC;
  • Linfomas;
  • Carcinoma mucoepidermoide;
  • Adenocarcinoma e carcinoma adenoide cístico.

Sinais e Sintomas

Entre os sintomas, a pessoa pode apresentar entupimento constante e secreção no nariz, dor de ouvido, dor no rosto e linfonodos cervicias inchados. Pode ainda haver paralisia em uma parte do rosto ou em um dos olhos.

É bem comum o surgimento de linfonodos no pescoço, antes dos outros sintomas.

Outros prováveis sintomas do carcinoma incluem:

  • Zumbido no ouvido ou perda de audição em um dos lados;
  • Infecções contínuas do ouvido;
  • Dor de cabeça;
  • Dormência facial;
  • Dificuldade para respirar ou falar;
  • Visão turva ou dupla.

Para o diagnóstico, o médico fará uma endoscopia – nasofibrolaringoscopia; a fim de visualizar alguma deformidade, ferimento ulcera ou abaulamento na rinofaringe. Após isso é realizado uma biópsia removendo parte do tecido para análise. Além do mais, exames de diagnóstico por imagem como ressonância magnética e tomografias, tomografias por emissão de pósitrons (PET-SCAN) são realizados para analisar a extensão do câncer e os linfonodos presentes.

O tratamento para o câncer de nasofaringe

Feito o diagnóstico e definido o estadiamento da doença, o médico vai discutir com o paciente as opções de tratamento disponíveis. O método vai depender do estágio em que se encontra a doença e outros fatores como idade, estado de saúde geral, entre outros.

Em geral, os tratamentos incluem:

  • Radioterapia;
  • Quimioterapia;
  • Cirurgia;
  • Terapia alvo.

As técnicas podem ser utilizadas separadamente ou por uma combinação desses tipos. Normalmente, esses tumores são tratados com radioterapia e quimioterapia pois a região não favorece a remoção cirúrgica.

A cirurgia envolve a retirada do tumor e  pode ser realizada pelo nariz por meio de um endoscópio ou pela técnica aberta – cirurgias craniofaciais. O tipo de cirurgia depende da posição e extensão do tumor.

A terapia-alvo combate as células tumorais direcionando a atuação dos medicamentos e reduzindo as atividades cancerígenas sobre as células saudáveis. É considerada uma medida terapêutica que aumenta a precisão do tratamento com menos efeitos colaterais.

Pode ser feita sozinha ou associada com a radioterapial. A escolha vai depender do medicamento, do tipo de câncer e do quadro clínico geral do paciente.

Para embasar o paciente na tomada de decisão, é fundamental que os tipos de tratamento para o câncer nasofaringe sejam debatidos com o médico, assim melhores chances de cura podem ser alcançadas.

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Aftas: causas e tratamentos

Aftas: causas e tratamentos

Aftas são identificadas por uma lesão ovalada, encoberta por uma membrana branco-amarelada e uma mancha avermelhada ao redor. Na maior parte dos casos, as lesões aparecem na língua ou nas paredes internas da boca.

Também conhecia como estomatite aftosa recorrente ou úlcera aftosa menor, ocorre por causa da perda do tecido normal da mucosa oral. Podem ser múltiplas ou única e causam dor e desconforto.

Por vezes confundida com herpes, as aftas não são contagiosas e podem desaparecer espontaneamente dentro de sete a quinze dias.

Principais causas das aftas

As úlceras bucais costumam afetar pessoas com baixa imunidade e podem ser causada por alguma doença, uso de medicamentos ou alguma condição específica. Veja algumas dessas causas:

HIV/Aids

O vírus do HIV, que pode causar a Aids, agride diretamente o sistema imunológico da pessoa. As lesões podem ser um dos sinais iniciais de ação do HIV no corpo.

Câncer

O tratamento por radioterapia e quimioterapia em pacientes com câncer reduz a imunidade do organismo e pode provocar as lesões.

Diabetes

A saliva de diabéticos com a doença mal controlada apresentam quantidades elevadas de açúcar, propiciando o desenvolvimento de fungos causador da afta.

Outros fatores

Por conta das variações hormonais as mulheres são mais atingidas pelas úlceras. Outros fatores também contribuem para o desenvolvimento das lesões, como alergias, predisposição genética, estresse e alteração nutricional.

Sintomas de Afta

O principal sintoma é a dor, em alguns casos, uma pequena lesão pode causar uma dor tão intensa que atrapalha na fala e interfere na alimentação. Além da dor, as úlceras apresentam os seguintes sintomas:

  • Feridas arredondadas no interior da boca, brancas ou amareladas, com contorno vermelho. Geralmente estão mais presentes na língua e na parede bucal;
  • Leve sangramento, sobretudo se provocado;
  • Perda do apetite.

Em casos mais complexos, as úlceras podem se estender pelo esôfago, dificultando a alimentação e deixando uma sensação de comida na garganta.

Tratamento

Normalmente, a afta desaparece sozinha e não é preciso tratamento. Quando a dor torna-se insuportável, pomadas anestésicas podem ser indicadas. Além disso, a laserterapia tem sido utilizada para aliviar os sintomas e acelerar o processo de cura.

Manter a higiene bucal também é importante para que as bactérias da boca não desenvolva a úlcera ou piore a infecção.

O tratamento para pessoas com imunidade baixa pode ser feito com antifúngicos, exceto para pacientes em estágio mais avançado da Aids, em que o fungo causador torna-se resistente ao medicamento.

Remédios caseiros

Existem diversos remédios caseiros milagrosos para a cura das aftas. Porém, muitas dessas soluções, como bicarbonato de sódio, própolis, entre outros, não tem sua efetividade comprovada.

Algumas ações podem sim auxiliar no tratamento, como bochechos com antisséptico bucal, evitar alimentos apimentados ou ácidos e o uso de pomadas analgésicas para o alívio da dor.

Somente um profissional capacitado pode fazer um diagnóstico preciso e definir qual o tratamento mais adequado. A duração do tratamento e a dosagem correta da medicação vai variar conforme a extensão das aftas.

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Entenda como o HPV está relacionado ao aumento dos casos de câncer de cabeça e pescoço

Entenda como o HPV está relacionado ao aumento dos casos de câncer de cabeça e pescoço

Os tumores da boca, faringe, laringe, cavidade nasal e tireoide, são denominados como cânceres de cabeça e pescoço. Uma das principais causas desse aumento é o Papilomavírus Humano – HPV.

O Papilomavírus, junto ao tabagismo e o etilismo são os principais fatores de risco para os tumores de cabeça e pescoço.

Importante destacar que a infecção pelo HPV não é decisiva para o desenvolvimento do câncer, apesar que haja um aumento do risco.

O que é o Papilomavírus Humano?

O papilomavírus humano é um vírus muito comum que pode ser contraído nas relações sexuais sem proteção. Ele afeta a pele e as mucosas provocando verrugas ou lesões em certas partes do corpo, como boca e garganta, ânus, colo do útero e órgãos sexuais.

Mais de uma centena de variações do vírus já foram identificados e alguns não estão associadas a lesões cancerígenas. Em algumas pessoas, as infecções aparecem e somem sem provocar nenhum sintoma. Porém, é preciso tratar a infecção para que ela não desenvolva o câncer.

Qual a relação do câncer de cabeça e pescoço e o HPV?

Algumas variações do Papilomavírus Humano tem a capacidade de aumentar a chance de desenvolver tipos específicos de câncer, como o câncer de colo de útero, pênis e cabeça e pescoço.

Os cânceres de cabeça e pescoço incluem os tumores da garganta, língua, amídalas e uma região conhecida como orofaringe. Ainda segundo o INCA, estima-se que 4.800 novos casos de câncer de cabeça e pescoço são atribuídos ao Papilomavírus Humano.

O tipo mais comum relacionado ao câncer é o HPV-16, responsável pela maior parte dos cânceres de colo do útero e da cabeça e pescoço. Outros tipos de vírus, mais raros, também estão associados ao câncer de cabeça e pescoço como o HPV-18, 31 e 33.

Como o vírus é transmitido e por quem ?

A ocorrência desse tipo de câncer associado ao vírus tem crescido rapidamente. Os pacientes afetados são jovens, com condições saudáveis de saúde e sem histórico de tabagismo e/ou etilismo.

Tal aumento indicam uma associação com as relações sexuais sem a devida proteção. O vírus pode ser transmitido após uma única prática sexual vaginal, oral ou anal, e o risco cresce na medida que o número de parceiros sexuais por pessoa aumenta.

Eu posso ser vacinado contra HPV?

Atualmente, existem duas vacinas que previnem a infecção por alguns tipos desse vírus. Essas vacinas são indicadas para meninos e meninas jovens, com aplicação em duas doses e intervalo de seis meses entre elas.

A prevenção é o melhor caminho. Recomenda-se o uso de preservativos nas relações sexuais, adotar uma dieta livre de álcool e tabaco e manter a higiene bucal em dia para reduzir os riscos de contágio. A longo prazo, a imunização de adolescentes pode ajudar na redução da infecção pelo HPV e ter um papel preventivo nesse cenário.

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Os principais fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço

Os principais fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço inclui os tumores que atingem a cavidade nasal, boca, laringe, faringe e outros locais da cabeça e do pescoço. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de câncer é o segundo mais comum entre os homens e o quinto com maior incidência entre as mulheres.

Uma lesão na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo evidente, um corrimento nasal malcheiroso crônico, rouquidão ou a presença de nódulos podem ser sinais desse câncer e precisam ser examinados por um médico.

O diagnóstico é realizado por um exame físico para detecção da lesão, para tumores mais enraizados é preciso o uso de ferramentas mais específicas como o nasofibrolaringoscópio. Posterior a identificação da lesão, é realizado uma biópsia para confirmação.

O diagnóstico correto e precoce é fundamental para aumentar a chance de cura do paciente. Alguns fatores de risco podem desencadear com mais facilidade o surgimento da doença.

A seguir, listamos os fatores de risco mais comuns:

Tabagismo e Álcool

O tabagismo e o álcool são os fatores de risco mais comuns quando se fala em câncer de cabeça e pescoço. Se associados, aumentam a chance de desenvolver a doença. Quanto maior o tempo de exposição a esses fatores, maior será a chance de desenvolver o tumor. Após a descontinuação do uso dessas substâncias, com o passar do tempo, as chances de desenvolver o câncer vão diminuindo.

Vírus HPV

Outro fator de risco que tem se destacado é a infecção pelo vírus HPV. O vírus do Papiloma Humano (HPV) ataca algumas células das amídalas e da região da língua promovendo o surgimento de um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

A infecção pelo HPV acontece pela relação sexual, dessa forma, o uso de preservativos é uma medida de proteção eficaz para evitar essa doença. Existem vacinas contra o HPV para homens e mulheres jovens que deve ser tomada em duas doses com intervalo de 6 meses entre elas.

Outros fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço

Além desses tipos mais comuns, o consumo prolongado de bebidas muito quentes também pode ser considerado um fator de risco secundário. O líquido agride as células da mucosa da boca e favorece o desenvolvimento do câncer de boca.

Outro fator de risco que deve ser lembrado é a exposição frequente e excessiva ao sol. Este hábito é o principal responsável pelo surgimento do câncer de pele na região da cabeça e pescoço.

O tratamento desse tipo de câncer varia conforme o tipo e estágio da doença. As técnicas mais comuns são realizadas por cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou associada. Qualquer uma dessas opções de tratamento podem gerar efeitos colaterais e devem ser discutidas com o médico.

Além dos fatores de risco que devem ser levados em conta, manter uma boa higiene bucal, consultar-se regularmente com um dentista e adotar uma dieta equilibrada, ajudam a prevenir o câncer de cabeça e pescoço.

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7 dicas para melhorar os resultados de voz após a cirurgia de tireoide

7 dicas para melhorar os resultados de voz após a cirurgia de tireoide

A cirurgia de tireoide é realizada para tratar nódulos, cistos, câncer ou outros problemas na glândula. Pode ser total ou parcial, dependendo da extensão da lesão e do tipo de cirurgia a ser realizada.

A cirurgia pode ser feita por meio de técnicas conhecidas como tireoidectomia, lobectomia ou esvaziamento cervical. Apesar de pouco frequente, alterações na voz estão entre as consequências do pós-operatório.

Alterações na voz

Alterações na voz e deglutição são os problemas mais comuns relatados por pacientes que sofreram algum tipo de cirurgia de tireoide. As causas dessa alteração vocal podem ser decorrentes de uma lesão do nervo laríngeo, alterações hormonais e paralisia ou redução da mobilidade das pregas vocais.

Nesses casos, sintomas como rouquidão, voz grave, fadiga vocal e dificuldade para vocalizar em voz alta, são apresentados pelos pacientes.

7 dicas para melhorar os resultados da voz após cirurgia

A cirurgia de tireoide não traz maiores complicações, as alterações na voz diminuem ao longo do tempo. Técnicas auxiliares podem ser utilizadas para uma melhora do resultado.

A seguir, separamos algumas dicas para que obtenha resultados satisfatórios na recuperação da voz:

1. Pré-operatório

Um bom pré-operatório é importante para uma boa recuperação. Seguir corretamente a recomendação médica pode prevenir futuras complicações e sintomas indesejados.

Em geral, é preciso fazer jejum de 8 horas e não ingerir alguns medicamentos nos 10 dias anteriores à cirurgia.

2. Beba muita água

A água auxilia na hidratação das cordas vocais, aumentando a elasticidade e diminuindo a chance de lesões. Beber de 6 a 8 copos de água por dia ajuda a irrigar as cordas vocais e auxiliaa na recuperação.

3. Evite café, cigarros e bebidas alcoólicas

Algumas substâncias podem irritar o tecido que reveste as cordas vocais e causar uma inflamação no local. É o caso do cigarro, do café e das bebidas alcoólicas.

Substâncias como enxaguantes a base de álcool ou pastilhas de mentol, também causam irritação e ressecamento das cordas vocais.

4. Evite alimentos e bebidas muito geladas ou muito quentes

A ingestão de alimentos ou bebidas muito geladas ou muito quente pode provocar irritação na região, piorando o quadro de rouquidão ou fadiga vocal. Essas irritações causam inflamações e o desenvolvimento de calos ou pólipos nas cordas vocais.

5. Evite falar por longos períodos

Gritar, sussurrar ou falar por muito tempo é uma das formas de pressionar as cordas vocais e agravar o quadro. Dessa forma, prefera falar em locais calmos e em períodos inferiores a 30 minutos com pausas de pelo menos 5 minutos.

6. Faça relaxamento na região do pescoço

Exercícios práticos de relaxamento no pescoço melhoram os resultados para o retorno da voz. Sob uma supervisão médica, movimente a cabeça lentamente em movimentos circulares.

7. Pigarrear

O pigarro causa um forte atrito entre as pregas vocais, podendo piorar a recuperação vocal e contribuir para o desenvolvimento de lesões nas pregas.

Essas dicas visam a melhora da voz após uma cirurgia de tireoide e impactam positivamente na qualidade de vida dos pacientes.

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Entenda como é feita a avaliação da massa cervical em adultos

Entenda como é feita a avaliação da massa cervical em adultos

A avaliação da massa cervical pode ser feita pelo próprio paciente, seus familiares ou em exames de rotina. As massas ou nódulos no pescoço podem ser notados a olho nu ou com um leve toque. Conforme a causa, a massa cervical pode ser indolor ou não.

Existem algumas origens quanto ao surgimento da massa cervical. Elas podem ter causas infecciosas, neoplásicas ou congênitas.

As causas mais frequentes em adultos incluem:

  • Adenite reacional;
  • Infecção linfonodal por bactéria;
  • Infecções sistêmicas.

A adenite reacional surge devido a resposta a uma infecção viral ou bacteriana. Já as infecções sistêmicas são causadas pela linfonodomegalia cervical e são caracterizadas pela mononucleose, HIV, entre outras.

Anomalias congênitas também podem causar a massa no pescoço. As mais frequentes são os cistos do ducto tireoglosso, os cistos branquiais, dermoides ou sebáceos.

Massas neoplásicas é uma outra ocorrência comum em adultos. Podem caracterizar um tumor primário ou um linfonodal de um câncer local ou regional.

E ainda, a glândula tireoide pode aumentar por diversos motivos, incluindo o bócio, a tireoidite subaguda e também o câncer de tireoide.

Avaliação da massa cervical em adultos

A avaliação da massa cervical em adultos passa por alguns procedimentos para um diagnóstico preciso.

É preciso entender a história da doença, ou seja, quanto tempo a massa está presente, se apresenta dor e quais sintomas associados. Alguns sintomas incluem dor de garganta, dor de dente ou alguma infecção das vias aéreas superiores.

Alguns fatores de risco devem são avaliados, como o consumo de álcool ou tabaco, má higiene oral e candidíase oral crônica.

Exame físico

Além da anamnese acima é realizado alguns exames físicos. A massa cervical é apalpada para avaliar o grau de sensibilidade e precisar sua consistência e mobilidade.

O exame físico inclui a avaliação do couro cabeludo, orelhas, nariz e aparelho digestivo para verificar sinais de lesões ou infecções. Seios e próstata e outros gânglios linfáticos também podem ser verificados.

Exames complementares

Se a origem da massa é prontamente diagnosticada, o paciente deve ser reexaminado regularmente. Caso a massa não dissipe, uma avaliação complementar é necessária.

O exame complementar dependerá do diagnóstico. Em geral, estes exames incluem hemograma e radiografia de tórax, tomografia computadorizada, ressonância magnética e ainda uma biópsia da lesão. Em alguns casos, é utilizado também a laringoscopia, broncoscopia e esofagoscopia com biópsia.

Tratamento da massa cervical

O tratamento é direcionado para a causa e o diagnóstico que o paciente apresenta. Em alguns casos é preciso esperar a evolução da massa para definir qual o tratamento mais indicado. Além disso, o tratamento varia conforme o local em que a lesão está.

A abordagem cirúrgica deve ser considerada para boa parte dos casos. Métodos alternativos incluem a aspiração e injeção de agentes esclerosantes. A Radioterapia é utilizada nas massas mais persistentes ou recorrentes.

Vimos então que o tratamento dependerá da correta avaliação da massa cervical. A partir do diagnóstico é que o médico vai definir qual o procedimento mais adequado para retirar a massa ou nódulo.

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Bócio: tipos e fatores de risco

Bócio: tipos e fatores de risco

O bócio é o aumento de tamanho da glândula da tireoide formando um nódulo ou caroço na região do pescoço, adquire formas arredondadas e mais larga que o normal. Em geral, pode ser observado sem dificuldade e pode ser simétrico ou assimétrico.

Causada por vários fatores, em alguns casos está relacionada a distúrbios no funcionamento da tireoide, como o hipertireoidismo ou o hipotireoidismo.

Além disso, seu desenvolvimento pode ser causado pelo uso de medicamentos, doenças autoimunes como a tireoidite, infecções, deficiência de iodo, tumor ou fator congênito.

Tipos de Bócio

O aumento da glândula apresenta algumas particularidades e pode ser classificadas de acordo com seu tipo. Entre eles, destacamos:

Difuso Atóxico ou Simples

O bócio simples não tóxico pode ser difuso ou nodular, envolve toda a tireoide e sua hipertrofia não é cancerosa. A glândula não apresenta hipertireoidismo, hipotireoidismo ou inflamação, salvo quando há uma deficiência intensa de iodo. É o tipo mais comum, assintomático e a função da tireoide permanece normal.

Difuso Tóxico

É o aumento difuso da glândula indicando hipertireoidismo, isto é, a tireoide produz hormônios em excesso podendo acelerar o metabolismo e causar diversos problemas de saúde.

Uninodular Atóxico

Presença de somente um nódulo sem sinais de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, podendo ser um tumor benigno ou maligno.

Uninodular Tóxico

Conhecida como Doença de Plummer, é a presença de somente um nódulo na glândula com sinais hiperfunção da tireoide. O hipertireoidismo causa a produção em excesso de hormônios.

Multinodular Tóxico e Atóxico

Pacientes que apresentam o bócio multinodular tem a presença de dois ou mais nódulos com seus limites imprecisos e variados. Os do tipo tóxicos evidenciam a atividade do hipertireoidismo.

Já os pacientes do tipo atóxico não possuem sintomas, porém apresentam aspecto desagradável e deforme causado pelo aumento da tireoide.

Bócio Mergulhante ou endotorácico

É uma alteração incomum da tireoide que geralmente atinge mulheres adultas. A expansão da glândula invade a parte superior do tórax provocando dispneia, disfagia, e ainda comprime outras estruturas, como os vasos sanguíneos.

Fatores de risco

Bócios podem afetar qualquer pessoa e podem estar presentes desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida. Alguns fatores de risco comuns que podem potencializar o surgimento incluem:

Deficiência de iodo dietético. Pessoas que não consomem iodo suficiente em suas dietas podem desenvolver o problema.

Sexo feminino. Mulheres são mais predispostas a distúrbios na tireoide e podem desenvolver com mais facilidade. A ocorrência é mais comum após os 40 anos de idade.

Histórico médico. Um histórico pessoal ou familiar de alguma doença autoimune amplia o risco de desenvolver o bócio.

Gravidez e menopausa. As variações de hormônios decorrentes da gravidez e da menopausa pode ser um fator para que problemas na tiroide aconteçam.

Medicamentos. Alguns tratamentos médicos utilizando imunossupressores, antirretrovirais, antiarrítmicos e o lítio aumentam o risco.

Exposição à radiação. O risco de desenvolver o bócio aumenta se a pessoa passou por tratamentos radioativos no pescoço ou área do peito ou ainda se esteve exposto a radiação direta em uma instalação nuclear.

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Tireoidite de Hashimoto: 5 alimentos que devem ser evitados pelos pacientes

Tireoidite de Hashimoto: 5 alimentos que devem ser evitados pelos pacientes

A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do corpo, inclusive a glândula tireoide. A Tireoidite causa uma inflamação na tireoide, provocando o hipotireoidismo, situação na qual a glândula não produz hormônios suficientes ou não produz.

A glândula tireoide é responsável pela produção de hormônios que controlam o metabolismo, regulando a frequência cardíaca e a absorção das calorias dos alimentos ingeridos, por exemplo.

A Tireoidite de Hashimoto ocorre quando os anticorpos do organismo não reconhecem a tireoide e começa a atacar a glândula, desencadeando o hipotireoidismo. Sendo assim, a tireoide passa a não produzir ou produzir em baixa quantidade os hormônios T4 e T3, responsáveis por manter o funcionamento regular da glândula.

Causas e tratamentos para Tireoidite de Hashimoto

Não há uma definição conhecida do que pode causar a tireoidite. Alguns estudos apontam que fatores genéticos, hormonais, excesso de iodo e exposição à radiação podem estar envolvidos.

A dieta alimentar é muito importante para o tratamento da Tireoidite. A alimentação é fonte de nutrientes e responsável pelo bom funcionamento do metabolismo, função prejudicada pela doença.

A alimentação adequada pode:

  • Restaurar o equilíbrio hormonal;
  • Melhorar a função da tiroide;
  • Aliviar os sintomas;
  • Combater a inflamação.

5 Alimentos que devem ser evitados

Para que a dieta seja uma aliada importante no tratamento da Tireoidite, é preciso evitar alguns alimentos que podem potencializar a doença.

1Açúcares e adoçantes

Açúcares e adoçantes aumentam os níveis de insulina e podem acentuar os sintomas. Para substituir, podem ser utilizados fontes naturais de açúcar, como o melaço ou o mel.

2 – Álcool

O álcool deve ser evitado por facilitar a entrada de bactérias negativas na corrente sanguínea. Além das bebidas alcoólicas, a recomendação é evitar quaisquer toxinas e produtos químicos, que tenham álcool em sua composição.

3Ovos e laticínios

Os ovos e laticínios é um alérgeno comum que pode provocar a interrupção da atividade intestinal, pode causar a síndrome do intestino permeável e consequentemente inibir a absorvição das proteínas.

4 – Alimentos Goitrogênicos

Os alimentos goitrogênicos dificultam a absorção de iodo e se consumidos diariamente em muita quantidade, podem alterar a função da tireoide.

Nesta classe, estão as hortaliças da família brassicacea (ou crucíferas), como couve-flor, soja, amêndoas, nabos, pinhões, tapioca, couve, agrião e o suco verde.

5 – Soja

A alimentação a base de soja possui toxinas naturais, chamadas de antinutrientes, que diminuem o funcionamento da tireoide. Essas toxinas, agentes bociogênicos, interferem de duas maneiras na glândula tireoidiana. Em um momento ela pode induzir a produção de anticorpos que acabam atacando a própria glândula e pode também desequilibrar o metabolismo pela enzima responsável pela regulação do iodo.

Uma dieta variada e rica em fibras, proteínas magras, frutas, legumes, vegetais e gorduras saudáveis como o ômega 3, é essencial para a manutenção dos sintomas da tireoidite de Hashimoto e para o restabelecimento da saúde como um todo.

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O que é adenomegalia?

O que é adenomegalia?

Se você é fã de séries que colocam a disputa de territórios em pauta, entenderá perfeitamente a lógica de funcionamento dos gânglios linfáticos. Trata-se de um “campo de batalha” que protege o organismo contra agentes que podem comprometer a saúde e o bem-estar. Quando as pequenas glândulas defensoras aumentam de tamanho, o quadro recebe o nome de adenomegalia. Isso acontece, quase sempre, como uma resposta transitória do sistema imunitário a infecções benignas locais. 

Em algumas situações especiais, esse crescimento anormal pode ser desencadeado por patologias importantes, como leucemia e câncer de cabeça e pescoço. 

No caso das adenomegalias menores, quase nunca é necessário realizar exames. Em circunstâncias especiais (adenomegalias muito grandes, em grande número e em localizações múltiplas), o médico pode requerer algum tipo de estudo. Quanto ao tratamento, como os achados são habitualmente benignos, não necessitam de interferência, pois desaparecem de modo espontâneo. 

Já nos adultos, o quadro costuma ter maior importância clínica. Estima-se que 80% dos pacientes com menos de 30 anos que apresentam a alteração possuem uma doença benigna, enquanto, após 50 anos, o índice é de 40% a 50%. Quando a condição evolui por muito tempo, pode ser secundária à tuberculose e, em algumas situações, ser a apresentação usual da leucemia linfocítica crônica, de linfomas de baixo grau e de linfoma de hodgkin.

Sintomas associados à adenomegalia

Os sintomas vão depender das condições que estão atacando o organismo. Ocorrem, em aproximadamente 30% e 10% dos pacientes com linfoma de hodgkin e linfomas não hodgkin febre, perda de peso, sudorese noturna e prurido. 

Os 2 primeiros sinais também aparecem na brucelose e na leishmaniose, no entanto, são raros na toxoplasmose e na linfadenite tuberculosa. A febre é também um achado comum na mononucleose infecciosa.

A fadiga é mais frequente em infecções virais, mas também está presente em 25% a 30% dos casos de toxoplasmose. Artralgias e mialgias sugerem infecção viral, embora possam acompanhar alguns casos de toxoplasmose.

Importante pontuar: os sintomas do trato respiratório superior na presença de adenomegalia cervical podem ser indicativos de tumor de cabeça e pescoço, portanto, o paciente deve ser estudado com cuidado. Hemoptise, tosse, disfagia, hematúria, disúria, sangue oculto nas fezes, dor abdominal e hemorragia intensa também sugerem neoplasia maligna metastática envolvendo nódulos linfáticos periféricos, especialmente supraclavicular.

 

Confirmação

Testes clínicos, sorológicos e de biópsia ajudam na confirmação do problema. O diagnóstico leva em consideração, dentre outras coisas relativas à história clínica e ao exame físico do paciente, idade, presença de sintomas, duração e extensão da adenomegalia (localizada, limitada ou generalizada), localização anatômica, tamanho, sensibilidade, consistência e associação com esplenomegalia. O conhecimento do médico sobre o amplo espectro de doenças que podem causar crescimento ganglionar é crucial e indispensável em uma abordagem precisa e meticulosa. 

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Qual a diferença entre o otorrino e o médico de cabeça e pescoço?

Qual a diferença entre o otorrino e o médico de cabeça e pescoço?

Certas especialidades médicas são confundidas pelas pessoas. Há quem pense, por exemplo, que urologista é a mesma coisa que coloproctologista, que, por sua vez, é a mesma coisa que gastroenterologista. É o caso, também, do otorrino e do médico de cabeça e pescoço. Você sabe a diferença entre estes 2 últimos? Confira!

Médico de cabeça e pescoço

É o profissional que trata, principalmente, tumores benignos e malignos da região da face, das fossas nasais, dos seios paranasais, da boca, da faringe, da laringe, das glândulas salivares, dos tecidos moles do pescoço, da paratireoide e dos tumores do couro cabeludo. 

O procedimento mais realizado por esse especialista é a faringolaringoscopia (avalia lesões na laringe e na faringe). Quanto às cirurgias, as mais comuns são tireoidectomias, traqueostomias, cirurgias de glândulas salivares (parótida, submandibular), tumores da boca e da laringe.

Dentre as questões que não são abordados por esse especialista, destacam-se: problemas de saúde nas orelhas e no nariz, dor de cabeça, dor no pescoço, tumores na cabeça, fratura de ossos da face, além de feridas na boca.

O médico que deseja ser cirurgião de cabeça e pescoço passa por uma residência médica específica da área após a residência em cirurgia geral. Importante não confundir a atuação desse profissional com a do cirurgião buco-maxilo-facial, que trata, por sua vez, de traumas ortopédicos da área.

Otorrinolaringologista

O otorrino, por sua vez, cuida de demandas do nariz, do ouvido e da garganta. Essas são as principais enfermidades diagnosticadas e tratadas por ele: rinites, sinusites, desvio do septo nasal, polipose nasal, distúrbios do sono (apneia), diminuição da acuidade auditiva/surdez, otites, amigdalite/faringite, paralisia facial, distúrbios da deglutição, alterações das pregas vocais e, também, distúrbios do labirinto. 

Os sintomas que, geralmente, fazem as pessoas buscarem orientação do otorrino são:  obstrução ou secreção no nariz, dificuldades auditivas (o famoso “não estou ouvindo nada”), zumbido e dores nessa região, dores de cabeça, dores e sangramentos no ouvido e, ainda, ronco, rouquidão na voz e dor de garganta.

E como faz para ser um otorrinolaringologista? Bem, após a faculdade, opta-se por residência médica ou curso de especialização. São, no mínimo, mais 3 anos de estudo.

Quem buscar

Segundo dados publicados na Demografia Médica 2018, atualmente, existem, no Brasil, cerca de 6.400 otorrinolaringologistas e quase 1.100 cirurgiões de cabeça e pescoço. Esses 2 profissionais podem atuar em consultórios, clínicas especializadas e hospitais.

Agora, que você já sabe as particularidades e diferenças envolvidas no trabalho do otorrino e do médico de cabeça e pescoço, fica mais fácil buscar orientação quando precisar. Um ponto interessante que une os 2 lados é a necessidade de enfatizar a importância de a pessoa manter-se longe de potenciais conhecidos cancerígenos, como o cigarro, as bebidas alcoólicas e o sol.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

Posted by Pablo Gabriel Quintana in Todos