Linfoma

Tudo que você precisa saber sobre o linfoma

O linfoma é um câncer originário do sistema linfático e que afeta as células do sistema imunológico. Acontece quando as células cancerígenas atingem os linfócitos, que circulam pelo sangue, linfa e nas mucosas do corpo. Esse câncer possui mais de 60 tipos, mas a Organização Mundial de Saúde classificou apenas suas duas divisões iniciais – os linfomas de Hodgkin (LH) e linfomas não-Hodgkin (LNH), que se diferenciam pelo tipo de células malignas.

O número de casos de linfoma tem aumentado no Brasil, principalmente em pessoas com mais de 60 anos. Linfomas do tipo Hodgkin podem ter até 90% de chance de cura, quando o diagnóstico é feito no início do desenvolvimento da doença.

Os tipos de linfoma

O sistema linfático possui diversas estações (linfonodos) espalhadas pelo corpo, que são conectadas pelos vasos linfáticos por onde circulam a linfa, ou seja, os glóbulos brancos do sistema imunológico que protegem o corpo dos micro-organismos intrusos. Quando há células cancerígenas no sistema linfático, elas começam a circular também pelos vasos linfáticos e atacam os glóbulos brancos, deixando o organismo totalmente vulnerável.

A primeira pessoa a abordar o linfoma num artigo científico foi Thomas Hodgkin, que identificou pacientes com o Linfoma que recebeu seu nome. O médico identificou a anormalidade através de um microscópico e observou a velocidade com que se espalhava através dos nós de linfa.

Com linfonodos maiores, foi identificado outro tipo de linfoma, o não-Hodgkin, com cerca de 16 outros subtipos com detalhes em sua formação e sintomas. Os primeiros sintomas do linfoma não-Hodgkin geralmente são a febre e a perda repentina de peso.

Os outros tipos de linfoma não-Hodgkin também ganham duas vertentes que os diferenciam: os agressivos e os indolentes. Embora os agressivos cresçam muito rápido, o tratamento tem resultado positivo em 70% dos casos. Já os indolentes, que demoram mais tempo a se desenvolver, tem um prognostico desfavorável e por isso, são realizados vários esquemas de tratamentos buscando a melhor resposta do pacientes.

O inchaço sem dor em linfonodos da axila, virilha e pescoço é um dos sintomas mais comum da presença do linfoma. Contudo, o paciente também pode apresentar febre, perda de peso rápida, coceira, cansaço, náuseas, dor abdominal e manchas vermelhas.

No caso de linfomas não-Hodgkin indolentes, os sintomas podem demorar muito a se apresentar, pela lentidão com que se manifestam. Quando descoberto, é comum haver uma boa resposta aos tratamentos, embora existam casos de retornos ainda mais intensos.

Tratamentos

Idade, sexo e o estágio do linfoma vão determinar o tipo de tratamento a ser realizado. Os recursos terapêuticos disponíveis são radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Para os casos mais agressivos, o transplante de medula óssea retirada do próprio corpo pode ser recomendado.

O sucesso do tratamento depende de quando ele foi iniciado. Como foi dito, linfomas detectados em seu estágio inicial podem ser tratados e curados em 90% dos casos. Em estágios avançados há também a opção de transplante de medula óssea.

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Pablo Gabriel Quintana

Posted by Pablo Gabriel Quintana