médico de cabeça e pescoço

Qual a diferença entre o otorrino e o médico de cabeça e pescoço?

Certas especialidades médicas são confundidas pelas pessoas. Há quem pense, por exemplo, que urologista é a mesma coisa que coloproctologista, que, por sua vez, é a mesma coisa que gastroenterologista. É o caso, também, do otorrino e do médico de cabeça e pescoço. Você sabe a diferença entre estes 2 últimos? Confira!

Médico de cabeça e pescoço

É o profissional que trata, principalmente, tumores benignos e malignos da região da face, das fossas nasais, dos seios paranasais, da boca, da faringe, da laringe, das glândulas salivares, dos tecidos moles do pescoço, da paratireoide e dos tumores do couro cabeludo. 

O procedimento mais realizado por esse especialista é a faringolaringoscopia (avalia lesões na laringe e na faringe). Quanto às cirurgias, as mais comuns são tireoidectomias, traqueostomias, cirurgias de glândulas salivares (parótida, submandibular), tumores da boca e da laringe.

Dentre as questões que não são abordados por esse especialista, destacam-se: problemas de saúde nas orelhas e no nariz, dor de cabeça, dor no pescoço, tumores na cabeça, fratura de ossos da face, além de feridas na boca.

O médico que deseja ser cirurgião de cabeça e pescoço passa por uma residência médica específica da área após a residência em cirurgia geral. Importante não confundir a atuação desse profissional com a do cirurgião buco-maxilo-facial, que trata, por sua vez, de traumas ortopédicos da área.

Otorrinolaringologista

O otorrino, por sua vez, cuida de demandas do nariz, do ouvido e da garganta. Essas são as principais enfermidades diagnosticadas e tratadas por ele: rinites, sinusites, desvio do septo nasal, polipose nasal, distúrbios do sono (apneia), diminuição da acuidade auditiva/surdez, otites, amigdalite/faringite, paralisia facial, distúrbios da deglutição, alterações das pregas vocais e, também, distúrbios do labirinto. 

Os sintomas que, geralmente, fazem as pessoas buscarem orientação do otorrino são:  obstrução ou secreção no nariz, dificuldades auditivas (o famoso “não estou ouvindo nada”), zumbido e dores nessa região, dores de cabeça, dores e sangramentos no ouvido e, ainda, ronco, rouquidão na voz e dor de garganta.

E como faz para ser um otorrinolaringologista? Bem, após a faculdade, opta-se por residência médica ou curso de especialização. São, no mínimo, mais 3 anos de estudo.

Quem buscar

Segundo dados publicados na Demografia Médica 2018, atualmente, existem, no Brasil, cerca de 6.400 otorrinolaringologistas e quase 1.100 cirurgiões de cabeça e pescoço. Esses 2 profissionais podem atuar em consultórios, clínicas especializadas e hospitais.

Agora, que você já sabe as particularidades e diferenças envolvidas no trabalho do otorrino e do médico de cabeça e pescoço, fica mais fácil buscar orientação quando precisar. Um ponto interessante que une os 2 lados é a necessidade de enfatizar a importância de a pessoa manter-se longe de potenciais conhecidos cancerígenos, como o cigarro, as bebidas alcoólicas e o sol.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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Posted by Pablo Gabriel Quintana