adenomegalia

O que é adenomegalia?

Se você é fã de séries que colocam a disputa de territórios em pauta, entenderá perfeitamente a lógica de funcionamento dos gânglios linfáticos. Trata-se de um “campo de batalha” que protege o organismo contra agentes que podem comprometer a saúde e o bem-estar. Quando as pequenas glândulas defensoras aumentam de tamanho, o quadro recebe o nome de adenomegalia. Isso acontece, quase sempre, como uma resposta transitória do sistema imunitário a infecções benignas locais. 

Em algumas situações especiais, esse crescimento anormal pode ser desencadeado por patologias importantes, como leucemia e câncer de cabeça e pescoço. 

No caso das adenomegalias menores, quase nunca é necessário realizar exames. Em circunstâncias especiais (adenomegalias muito grandes, em grande número e em localizações múltiplas), o médico pode requerer algum tipo de estudo. Quanto ao tratamento, como os achados são habitualmente benignos, não necessitam de interferência, pois desaparecem de modo espontâneo. 

Já nos adultos, o quadro costuma ter maior importância clínica. Estima-se que 80% dos pacientes com menos de 30 anos que apresentam a alteração possuem uma doença benigna, enquanto, após 50 anos, o índice é de 40% a 50%. Quando a condição evolui por muito tempo, pode ser secundária à tuberculose e, em algumas situações, ser a apresentação usual da leucemia linfocítica crônica, de linfomas de baixo grau e de linfoma de hodgkin.

Sintomas associados à adenomegalia

Os sintomas vão depender das condições que estão atacando o organismo. Ocorrem, em aproximadamente 30% e 10% dos pacientes com linfoma de hodgkin e linfomas não hodgkin febre, perda de peso, sudorese noturna e prurido. 

Os 2 primeiros sinais também aparecem na brucelose e na leishmaniose, no entanto, são raros na toxoplasmose e na linfadenite tuberculosa. A febre é também um achado comum na mononucleose infecciosa.

A fadiga é mais frequente em infecções virais, mas também está presente em 25% a 30% dos casos de toxoplasmose. Artralgias e mialgias sugerem infecção viral, embora possam acompanhar alguns casos de toxoplasmose.

Importante pontuar: os sintomas do trato respiratório superior na presença de adenomegalia cervical podem ser indicativos de tumor de cabeça e pescoço, portanto, o paciente deve ser estudado com cuidado. Hemoptise, tosse, disfagia, hematúria, disúria, sangue oculto nas fezes, dor abdominal e hemorragia intensa também sugerem neoplasia maligna metastática envolvendo nódulos linfáticos periféricos, especialmente supraclavicular.

 

Confirmação

Testes clínicos, sorológicos e de biópsia ajudam na confirmação do problema. O diagnóstico leva em consideração, dentre outras coisas relativas à história clínica e ao exame físico do paciente, idade, presença de sintomas, duração e extensão da adenomegalia (localizada, limitada ou generalizada), localização anatômica, tamanho, sensibilidade, consistência e associação com esplenomegalia. O conhecimento do médico sobre o amplo espectro de doenças que podem causar crescimento ganglionar é crucial e indispensável em uma abordagem precisa e meticulosa. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo

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Posted by Pablo Gabriel Quintana