câncer de Hipofaringe

Câncer de Hipofaringe: 5 sintomas e tratamentos

O câncer de hipofaringe é um tipo de tumor que afeta, sobretudo, a área mais profunda da garganta. Na verdade, essa anomalia manifesta-se mais na laringofaringe, um tipo de canal que dá acesso tanto ao esôfago quanto à laringe.

Nessa condição observa-se, com frequência metástase linfática e inchaço nos linfonodos do pescoço. Por conta disso a pessoa pode enfrentar dificuldade ao engolir. Assim como engasgo na hora de se alimentar. 

Sem dúvida trata-se de um caso delicado, por isso, o diagnóstico precoce faz toda diferença no tratamento. 

Notou algo anormal nesta região? Então, leia este artigo e reconheça cinco sinais desse quadro. E ainda entenda quais são as alternativas de tratamento conforme o estágio da doença.

1. Dor de ouvido persistente

Geralmente, esse incômodo se dá de forma recorrente e bem particular. Como efeito da compressão unilateral do Nervo de Arnold ou melhor:

“Trata-se de um nervo situado na região superior do pescoço à altura da segunda vértebra da coluna. Por conta da alta sensibilidade nessa região o desconforto irradia com facilidade. Em razão disso atinge parte da área auricular”.

Quem sofre com essas crises as compara a uma sequência de pontadas latentes. Além disso, surgem e desaparecem do nada. Manifesta-se ainda em, apenas em um dos ouvidos, com intervalos breves.

Eventos assim devem ser mencionados no check-up anual, pois fazem parte do quadro sintomático inicial da doença.

2. Tosse atípica e câncer de Hipofaringe

Tosses seguidas sem qualquer motivo aparente também são indícios do quadro. Nesse caso, em particular, observa-se a sensação de corpo estranho na garganta. Assim, nada mais natural do que tentar se livrar desse “organismo invasor” por meio da tosse.

3. Feridas na garganta

Nessa fase ainda se nota lesões na garganta não cicatrizadas. Embora, não seja comum, pode ocorrer hemorragia e dor sem contar o desconforto ao engolir mesmo porque a área costuma ficar inflamada. 

Conforme dito acima, a formação de nódulos no pescoço é outro sinal característico. Além disso, pode haver formação anormal de massa disforme nesta região.

4. Perda de peso expressiva

O incômodo na garganta repercute na nutrição, por isso, a perda de peso é outra consequência da doença. 

5. Rouquidão acentuada

De qualquer modo, episódios assim repetitivos e sem razão são preocupantes. Mais ainda se prejudicar a comunicação por longo período.

Exige atenção especial se houver relação com esse tipo específico de câncer. Caso isso se comprove, de fato, eis um alerta: mesmo porque evidencia a evolução do tumor.

Porém, antes de qualquer julgamento é essencial o diagnóstico. Entenda como funciona cada etapa do prognóstico a seguir.

Importância do diagnóstico no câncer de Hipofaringe

Além do exame clínico tradicional pode ser preciso incluir outros complementares. Assim, confira nos tópicos seguintes como cada um funciona.

Tomografia computadorizada

Permite a localização exata da área devido à precisão da imagem. Além disso, torna mais perceptível a expansão para gânglios linfáticos cervicais. 

Para melhor proveito por ser preciso administração intravenosa de contraste. O que facilita o manejo do bisturi na coleta de material para biópsia reduz, assim, qualquer desconforto para o paciente.

Ressonância magnética

Outra alternativa com foco na imagem da mesma maneira como na tomografia, prevê uso intravenoso de contraste. No entanto, em termos de eficiência demonstra-se menos rigor em comparação com a computadorizada.

Esofagograma

Espécie de raio X específico para mostrar o revestimento da parte superior do aparelho digestório. De modo que a ênfase se concentra na garganta para observar qualquer evento anormal na deglutição;

Radiografia de tórax

Popularmente conhecido como raio X assim como as demais opções indica áreas suspeitas, sobretudo, no pulmão.

Tomografia por emissão de pósitrons

Acompanha variações em processos bioquímicos. Assim, antecipa fenômenos visíveis, apenas, por meio dos exames citados acima. 

Tratamento do câncer de Hipofaringe

Por se tratar de um tumor maligno, na maioria das vezes, exige a remoção completa da área anormal por meio cirúrgico. Essa medida, aliás, é regra nas fases iniciais da doença. Além disso, observa-se controle do quadro por meio da quimioterapia. 

Gravidade do câncer de Hipofaringe

Em primeiro lugar, de qualquer modo, por envolver uma região delicada exige análise diferenciada. Isso porque esse tipo de neoplasia se encontra muito próximo às cordas vocais.

Assim, caso ocorra algum erro, decerto, trará consequências graves à fala. Ainda assim, muitos desses efeitos temporários podem ser revertidos por meio da reabilitação.

Conforme o estágio,o especialista ainda pode prescrever radioterapia concomitante à quimioterapia. Nesse sentido, sabe-se que a sobrevida nesses casos varia de 20 a 25% no período de remissão de dois anos

Diante disso, é essencial, a prevenção bem como tratamento imediato logo que o diagnóstico acusa a doença.

Quer saber mais? Então, saiba que estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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