adenoma pleomórfico

Adenoma Pleomórfico: sintomas e tratamento

As glândulas salivares são responsáveis pela produção e secreção de saliva para lubrificação da boca e da garganta. O adenoma pleomórfico são os tumores benignos mais comuns, representando cerca de 53% dos tumores da glândula parótida.

Você já ouviu falar nessa condição? Sabe como ela é causada? Conhece as alternativas de tratamento? Caso não, recomendamos a leitura deste post. A seguir, responderemos a todas as suas dúvidas a respeito do tema.

O que é o adenoma pleomórfico?

O adenoma pleomórfico, ou tumor misto, é o tumor mais comum das glândulas salivares, principalmente nas glândulas parótidas. Geralmente, essa condição aparece por volta dos 40 anos, sendo mais frequente em mulheres.

Ainda, o termo adenoma é utilizado para descrever uma condição benigna das glândulas e pleomórfico se refere a sua diversidade. Apesar do adenoma pleomórfico ser benigno, ele precisa ser tratado adequadamente. Caso contrário, pode sofrer o processo de malignização.

Ademais, a saliva produzida pelas glândulas salivares contém anticorpos e outras substâncias que previnem infecções. Essas glândulas podem ser maiores (parótidas, submandibulares e sublinguais) e menores.

Quais são os sintomas?

O adenoma pleomórfico costuma ser de crescimento lento e indolor, independente do local onde surge. Assim, um dos sintomas mais evidentes é um nódulo de volume firme que pode estar presente durante meses ou até anos.

Geralmente, essa massa nodular é percebida da região da mandíbula, à frente da orelha. Em situações raras, pode causar dor e paralisia do nervo facial. No entanto, quando negligenciado, o adenoma pode crescer e atingir grandes proporções.

Quais são as causas mais comuns?

A etiologia do adenoma pleomórfico ainda é controversa, mas acredita-se que ele se desenvolva a partir de uma mistura de células com anormalidades cromossômicas.  Porém, o potencial de células tumorais é diminuído pela presença de células inflamatórias no lábio inferior.

Ademais, esse tumor benigno costuma se apresentar como uma lesão de crescimento lento e indolor, com intervalo prolongado entre os primeiros sinais até o diagnóstico definitivo e seu tratamento. Geralmente, a lesão permanece por até 12 meses sem ser identificada.

Como é o tratamento para o adenoma pleomórfico?

O tratamento padrão para o adenoma pleomórfico é a excisão cirúrgica. Nas lesões localizadas no lobo superficial da glândula parótida, recomenda-se a remoção dessa estrutura com a preservação do nervo facial.

Quando o tumor está presente no lobo profundo, a parotidectomia é necessária, com ou sem preservação do nervo facial. Quando a remoção cirúrgica é feita corretamente, o prognóstico é excelente, com taxa de cura de mais de 65%.

Contudo, como os tumores de glândulas menores apresentam maior tendência ao processo de malignidade, o acompanhamento médico a longo prazo é necessário para indicar a cura do paciente.

Enfim, como o adenoma pleomórfico é difícil de ser diagnosticado precocemente em função da complexa aparência morfológica, recomenda-se visitas periódicas ao médico para confirmar o quadro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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