Câncer de nasofaringe

Câncer de nasofaringe e hipofaringe: entenda a diferença

Antes de entender as especificidades do câncer de nasofaringe e hipofaringe é preciso ter referência anatômica.

 Assim, para se situar a nasofaringe, isto é, rinofaringe se encontra na parte superior das vias áreas, logo atrás do nariz, e acima do palato mole (posterior ao céu da boca). 

Já a hipofaringe é uma espécie de canal que começa, a partir do osso hióide, abaixo da mandíbula, com abertura para o esôfago e laringe.

Quer saber mais sobre esse tema? Siga com a leitura e entenda melhor como cada caso se manifesta, incidência e tratamentos. Confira!

Câncer de nasofaringe e hipofaringe: perfil

Embora seja arriscado traçar com precisão um grupo prevalente, há dados interessantes a esse respeito. 

Sabe-se, por exemplo, que ambos carcinomas afetam mais homens, a partir dos 50 anos. Assim como, fumantes e etílicos são mais acometidos por esse mal. Aliás, essa estatística se repete,sobretudo, em outros tipos de cânceres da cabeça e pescoço. 

Fenômeno raro

Porém, o de nasofaringe, em especial, ainda pode ser desencadeado pelo vírus Epstein-Barr (VEB). Esse parasita, inclusive, é da mesma família do herpesvírus. Além disso, a principal forma de transmissão se dá pelo beijo. 

Apesar de ainda não haver dados consistentes há indícios de que esse tumor possa se desenvolver em função do trato inadequado da mononucleose infecciosa. Mesmo porque após a reversão da crise o vírus tende a permanecer “adormecido” no organismo por toda a vida.

Sabe-se que mesmo nessas condições nota-se grande prejuízo ao mecanismo de defesa. Para  piorar, embora não esteja suficientemente claro, observa-se que, em alguns casos, isso contribui para produção de células cancerígenas

Sintomas relacionados ao quadro

Naturalmente, há uma recorrência da obstrução nasal e ainda sangramento. Quem enfrenta esse quadro ainda se queixa de infecções nos ouvidos sem melhora. Na neoplasia da hipofaringe também se nota grande incômodo na região auricular

 Assim, vale observar outros eventos característicos da nasofaringe tais como:

  • dor de cabeça persistente;
  • desconforto na face com inchaço e até dormência;
  • dificuldade ao abrir a boca;
  • visão distorcida;
  • vômitos em jato;
  • falta de ar;
  • perda temporária da audição.

Particularidades

Importante destacar que esse tipo de câncer é raro no Brasil. Sendo na maioria das vezes, notado em ascendentes de chineses. Contudo, ainda não se comprovou porque isso ocorre se seria:

  •  em razão da influência direta genética;
  •  por conta da dieta muito específica;
  • ou devido a determinados ofícios, sobretudo, com maior exposição ao formaldeído (formol).

Alta gravidade 

Em média o tempo de sobrevida do paciente diagnosticado, no início da doença, chega a 40% nos cinco anos seguintes ao tratamento.

Panorama do câncer de hipofaringe

Esse câncer é recorrente entre homens pardos fumantes e com baixa escolaridade. Costuma se manifestar na meia-idade, porém é evidente que isso se deve aos efeitos cumulativos do tabaco. 

Há ainda grande influência da ocupação laboral nesse aspecto, já que se nota maior prevalência entre agricultores.

Sinais notáveis

Especialistas da área observam que as reclamações mais comuns se referem à dificuldade ao engolir. Nada mais natural mesmo porque essa área participa, efetivamente, da deglutição. Diante disso e do emagrecimento inexplicável é essencial conferir se há outros sintomas:

  • conforme dito acima há sensação de “ouvido tampado” e inflamações nessa área sem recessão;
  • dor e feridas na garganta;
  • formação de caroços doloridos cervicais;
  • desnutrição;
  • tosses intermitentes;
  • impressão de algo preso à garganta;
  • rouquidão persistente, sobretudo, no estágio avançado.

Evolução rápida do câncer de nasofaringe

Reconhecer esse quadro é essencial, ainda mais porque por ser um tipo de câncer mais perceptível. Assim, caso a biópsia acuse tumor maligno é melhor iniciar o tratamento o quanto antes. Isso porque evolui de forma rápida e agressiva.

Nessa situação a taxa de remissão varia entre 17%  a 30%. Em comparação a outros tumores locais, trata-se de um percentual  baixo. A despeito de todos os recursos tecnológicos e alternativas disponíveis hoje. 

Sem dúvida, as condições precárias notadas nesse grupo colaboram para isso. Ainda mais porque boa parte desses pacientes não conclui o tratamento, o que só reduz as chances de sobrevivência. 

Além disso, muitas vezes o diagnóstico só acontece, de fato, em fases críticas da doença.

Câncer de nasofaringe e hipofaringe: considerações finais

De forma geral a radiografia e cirurgia de remoção do nódulo nas fases iniciais  são promissoras no controle do quadro de nasofaringe. Além delas recomenda-se a braquiterapia.

Isto é, aplicação local do material radioativo, por meio de um recipiente específico para esse fim. Ainda nesse estágio a quimioterapia demonstra-se de grande valia.

Já o carcinoma da hipofaringe segue a regra habitual adotada em outros tumores. Ou seja, em primeiro lugar considera-se a cirurgia a fim de extrair o tumor inicial.

Conforme o caso indica-se radioterapia concomitante. Em seguida, verifica-se a  necessidade da quimioterapia. Ainda assim, a radioterapia pode ser indispensável nessa fase.

Por último, eis um reforço: o diagnóstico precoce e terapia imediata reduz, em ambos casos, a evolução para metástase. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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