Infecção de ouvido

Infecção de ouvido ou colesteatoma?

Infecção do ouvido ou colesteatoma: eis uma dúvida recorrente na área. A questão, de fato, gera uma confusão enorme. E pior atrasa o diagnóstico, algo fundamental para o tratamento.

Sobretudo, no caso do colesteatoma que trata-se do crescimento anormal da pele interior do ouvido, na parte traseira, do tímpano. 

Nessas condições ainda há  secreção com odor desagradável assim como:

  • zumbido persistente;
  •  redução progressiva da audição.

A formação de fluido com pus e até sangue também ocorre na otite. Contudo, isso ocorre com maior frequência na fase mais avançada da doença. Antes disso, há diminuição da audição e instabilidade motora.

Se você ainda não está seguro sobre seu caso. Acompanhe mais informações a seguir.

Considerações sobre o colesteatoma

O colesteatoma, em particular, possui algumas especificidades. Pois, embora se pareça com o câncer, não se trata realmente de um tumor maligno

Danos irreversíveis

Mesmo assim possui alto potencial para se expandir para os ossos médios destruindo a região adjacente. Em consequência disso pode causar  surdez permanente.

Na maioria das vezes, esse quadro se manifesta de forma branda. Porém, sem tratamento adequado tente inflamar. Nesse caso torna-se algo preocupante com danos graves para a meninge situada no cérebro. 

Isso quando não incide sobre o nervo cerebral que controla os movimentos faciais. Com isso, o comprometimento dessa área é perceptível diante da paralisia facial.

Eventos relacionados ao colesteatoma

Ainda não é possível determinar com precisão as causas dessa anomalia. Contudo, sabe-se que se manifesta com maior prevalência em pacientes em otite crônicas ou recorrentes. Sobretudo, em pessoas que houve perfuração do tímpano. 

Tudo indica que nessas condições a superfície envolta no conduto auditivo infiltre a região interna do tímpano. A partir desse ponto se expande, rapidamente, tal qual uma reentrância dentro da outra como se fosse uma casca de cebola.

Influência genética

Esse quadro também pode ter origem genética. Ocorrências assim, na verdade, são raras, mas são detectadas, em recém-nascidos, logo que o tratamento final não deixa sequelas.

Prevenção do colesteatoma

Assim, a melhor forma de prevenção do problema é o tratamento adequado das infecções do ouvido.

 Mas antes disso é necessário reconhecer os sintomas mais comuns desse quadro. Confira mais detalhes sobre isso nos próximos tópicos.

Sintomas de otite

Além dos sinais citados, anteriormente, na maioria das vezes se dá:

  • dor local: como se houvesse algo latejando lá dentro;
  • mal-estar: em decorrência da febre característica por conta da infecção;
  • tímpano vermelho e inflamado: visível apenas por meio de equipamentos médicos;
  • irritação: muitos pacientes se queixam de coceira intensa nesta região;
  • fluido: expelem em fases mais severas um líquido espesso de coloração branco-amarelada com presença ou não de sangue. A cor e odor característicos decorrem, sobretudo, pela ocorrência de pus.
  • audição reduzida;
  • perda de equilíbrio;
  • falta de apetite.

Tratamento da infecção no ouvido

Sempre que o quadro se comprova o otorrino prescreve antibióticos específicos. Assim, a regra é tomá-los até o final somente pelo período indicado e retornar ao médico. 

O que ocorre na prática, no entanto, é que boa parte desses pacientes sequer conclui o tratamento. Sem acompanhamento e medicação a área evidente que estará propensa a novas crises. O que, sem dúvida, se repete. 

Para piorar, muitos deles ainda adquirem o mau hábito do uso contínuo de antibióticos. Vale lembrar que a venda desses medicamentos em farmácias sem guia médica com validade, inclusive, é ilegal porém, infelizmente ocorre. 

Com o organismo deficiente e bactérias super resistentes é natural que a infecção progrida. E, assim, se complique evoluindo para um quadro de colesteatoma.

Infecção de ouvido ou colesteatoma: diagnóstico

Assim, se você tem tendência a ter crises seguidas de otite, mais um motivo para retornar ao médico. Pois, além do exame clínico rotineiro podem ser necessários outros mais focados como:

  • endoscopia específica;
  • audiometria;
  • tomografia computadorizada.

Condição delicada

Sempre que se nota danos, sobretudo, no ouvido médio observa-se a necessidade do médico da cabeça e pescoço. Já que conforme dito acima, o nervo cerebral encontra-se em risco.

Assim como as meninges- membranas que envolvem o sistema nervoso- sobretudo por conta do perigo de infecção. Sem contar a alta possibilidade de sequelas irreversíveis para o paciente.

Tratamento indicado

Evidente que estão esgotadas todas alternativas terapêuticas para regressão do colesteatoma nada mais resta do que a cirurgia. Decerto, esse quadro tem grandes chances de ser controlado se houver uma equipe integrada.

Cabe ressaltar a importância da participação do especialista da cabeça e pescoço na intervenção. Ainda mais urgente para a extirpação do abscesso na região afetada, se for o caso, que será tratada com todo o devido cuidado.

Bem como o acompanhamento permanente do otorrino no pós-operatório segue essencial. Portanto, espero que não reste nenhuma dúvida sobre a infecção de ouvido ou colesteatoma. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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