Doença locorregional

O que é doença locorregional?

A doença locorregional nada mais é do que a reincidência do câncer ,exatamente, no mesmo lugar de origem inicial após a remissão. Não se sabe ao certo quando isso pode ocorrer nem a razão desse fenômeno.

Além dessa manifestação no ponto originário ainda pode atingir tecidos adjacentes ao local. Em razão disso se justifica o acompanhamento permanente e rotineiro do paciente “curado”. 

Mesmo porque, na verdade, o câncer é muito mais uma condição morfológica do que, propriamente, uma enfermidade normal. 

Assim, se você enfrenta esse quadro ou conhece alguém com esse diagnóstico: enfrente mais essa batalha! Confira mais informações sobre essa condição neste artigo.

Doença locorregional ou metástase?

Os termos não são sinônimos, ainda mais porque a metástase tem sentido bem abrangente e grave. 

Ou melhor, quando isso comprova significa que o tumor atingiu tecidos e órgãos mais distantes do tumor primário. Decerto, porque evoluiu de modo agressivo, por isso, exige grande empenho da equipe médica  e fôlego  do paciente para controlar o quadro.

Já em relação à locorregional, de maneira geral, na maioria das vezes se obtém sucesso na reversão da anomalia. Basta seguir todo tratamento com todo rigor característico.

Considerações sobre classificações

Além disso, o câncer de cabeça e pescoço, em regra, divide-se em três estágios:

  • doença inicial: quando se nota a presença de pequenas feridas ou sintomas característicos. Porém, ainda não perceptíveis nos linfonodos;
  •  doença local avançada: evidente pela consistência de grandes tumores primários extirpárveis ou não. Nessa fase há comprometimento significativo do linfonodo, contudo ainda observa-se ausência de metástases, ou seja, dispersão para áreas distantes;
  • doença recorrente ou metastática: refere-se à recidiva tumoral que tanto pode ser restrita à área primária como incidir sobre adjacentes, se dá após meses ou anos de remissão. Mais prevalente quando houve cirurgia e radioterapia anterior. A maior preocupação nesse sentido é revertê-la antes que metástases distantes prevaleçam. 

Tratamento de resgaste

O primeiro procedimento seguinte após a confirmação da reincidência é o estiramento do local. Logo que o especialista se familiariza com o padrão da neoplasia pode oferecer alternativas mais efetivas. 

Imagine, por exemplo, que no tumor inicial se valeu da cirurgia de remoção com sessões de radioterapia. Nessa ocasião dispensou a quimioterapia, porém essa opção agora se justifica. E ainda pode empregar a radioterapia mais direcionada simultânea à quimio.

De qualquer modo, o olhar de um médico da cabeça e boca segue imprescindível. Ainda mais na condição recidiva. 

Relação imprecisa

Além disso, não se deve atribuir à recidiva o sentido de falha. Isso pode abalar a confiança do paciente e ainda comprometer a eficiência terapêutica. 

Mesmo porque hoje existem indícios da independência entre o tratamento inicial e o seguinte.

Na prática significa dizer que mesmo que a pessoa tenha tido câncer uma vez e se tratado nada impede de reincidir. Ou melhor, essa anomalia contraria um dito popular já que nesse caso: um raio pode sim cair no mesmo lugar.

Condição delicada

Ainda assim, a localização próxima ao cérebro só agrava a situação da doença locorregional. Pois mesmo com toda tecnologia e recursos existentes exige uma série de cuidados nessas aplicações.

Com razão, pois se essas regras não forem seguidas podem causar consequências graves para:

  • nutrição;
  • comunicação;
  • sistema endócrino;
  • cognitivo;
  • e, por fim, têm implicações estéticas, afinal qualquer lesão facial se evidencia.

Sobrevida na doença locorregional

Por conta das condições apresentadas acima e risco de metástase, o médico vê-se diante de um desafio. Sobretudo, por conta da luta contra o tempo, preservação de áreas locais e distantes bem como sensibilidade do paciente. 

Assim mesmo quando se recorre à quimioterapia muito empregada, nesse caso, nem sempre se demonstra, de fato, resultado. Porém novos fármacos e terapias podem mudar esse cenário.

De qualquer forma, por enquanto, o tempo de sobrevida, em quadros avançados varia, em média,  de 4 a 10 meses. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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