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Remoção da glândula tireoide: procedimento, efeitos colaterais e recuperação

A remoção da glândula tireoide é um procedimento com certo grau de complexidade que tende a ser indicado no tratamento de neoplasias malignas. Porém, quem precisa se submeter à cirurgia costuma ter muitas dúvidas sobre os efeitos colaterais e a recuperação pós-cirúrgica.

Neste sentido, preparamos este post para explicar tudo o que você precisa saber a respeito do assunto. Então, se você tem interesse no tema, não deixe de ler este texto.

Como funciona a remoção da glândula tireoide?

A cirurgia é o procedimento mais indicado no tratamento de quase todos os tipos de câncer de tireoide e também de nódulos, cistos ou crescimento exagerado da tireóide. A depender do caso, pode exigir a remoção total ou parcial dessa glândula.

Ainda, a intervenção cirúrgica é feita sob anestesia geral. Geralmente, o procedimento leva cerca de 2 horas e é realizado a partir de um corte no pescoço, permitindo a observação da região para retirada do órgão.

No que se refere ao pré-operatório, o paciente precisa realizar 8 horas de jejum e não deve tomar determinados medicamentos nos 10 dias anteriores, pois podem aumentar o risco de sangramento durante a cirurgia e prejudicar a cicatrização.

Sobre as técnicas para remoção da glândula tireóide, existem três principais métodos: tireoidectomia, lobectomia e esvaziamento cervical. A seguir, explicaremos cada uma delas:

  • Tireoidectomia: tem o objetivo de remover esse órgão, de forma parcial ou total. No primeiro caso, é retirado apenas um dos lobos e o istmo da glândula, permanecendo a outra parte. Já a total, remove todo o órgão;
  • Lobectomia (hemitireoidectomia): consiste na remoção de apenas um lado e também do istmo, sendo indicada no tratamento dos cânceres papilíferos e foliculares;
  • Esvaziamento cervical: quando tanto a tireoide quanto os linfonodos próximos são removidos, pois foram afetados pelo tumor ou para evitar que sejam.

Como é a recuperação do paciente?

O período pós-operatório da cirurgia de retirada da tireóide tende a ser bem suportado pelo paciente. A analgesia é tratada com drogas anti-inflamatórias. Geralmente, ele é capaz de falar e se comunicar após o procedimento, podendo alimentar-se em até 4 horas depois da cirurgia.

No que se refere à alimentação, ela será pastosa nesse primeiro momento. No dia seguinte à alta hospitalar, a dieta é normal e o paciente é incentivado a ingerir alimentos ricos em cálcio, como derivados do leite e algumas verduras.

Em função da anestesia, é normal que haja náusea e vômitos no pós-operatório. Além disso, pode ocorrer a sensação de inflamação na garganta, que permanece por até uma semana. O retorno ao médico deve ser em até 10 dias após o procedimento.

Sobre a prática de atividades físicas, é recomendado evitar o levantamento de peso, curvar a cabeça para baixo, correr ou realizar atividades domésticas que exijam o uso de força. O pescoço já pode ser movimentado depois da cirurgia.

Quais os efeitos colaterais da cirurgia?

Em razão da manipulação da glândula tireoide e das estruturas vizinhas, é comum que após a cirurgia o paciente apresente algum tipo de desconforto na região. Entre os principais efeitos colaterais, podemos mencionar:

  • Hematoma no pescoço, causando dor e inchaço;
  • Dor de garganta e tosse;
  • Dificuldade para engolir;
  • Rouquidão, cansaço em falar e outras alterações na voz;
  • Redução dos níveis de cálcio no sangue.

Então, com a leitura deste post, você conheceu um pouco mais sobre a cirurgia de remoção da glândula tireóide, sua recuperação e os efeitos colaterais que pode provocar. Portanto, caso seja necessário realizar o procedimento, siga à risca as orientações do seu médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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