tireoidectomia

Tireoidectomia: o que é, quando é necessária a realização?

Embora tenha um nome complicado, a tireoidectomia é um procedimento muito comum, sendo cada vez mais realizada no Brasil. Geralmente, a presença de um tumor maligno no pescoço é a principal indicação para este tratamento cirúrgico.

Neste post, explicaremos tudo sobre essa cirurgia, desde como funciona até as condições que exigem sua realização. Então, se quer saber mais sobre o assunto, não deixe de ler este post.

O que é a tireoidectomia?

Trata-se da intervenção cirúrgica realizada para a remoção parcial ou total da glândula tireoide, a depender da doença que indica o tratamento. Esse procedimento é feito para tratar problemas na tireoide, desde nódulos e cistos até um câncer.

Ainda, a glândula tireoide está localizada no pescoço, abaixo da laringe. Esse órgão é responsável pela produção dos hormônios tireoidianos, que atuam na regulação de diversas funções importantes do corpo, como os batimentos cardíacos, metabolismo e temperatura corporal.

Assim, quando a tireoide é acometida por alguma doença ou há um nódulo na região, a produção hormonal é afetada e todo o organismo sente essa alteração. Por isso, quando necessário, a tireoidectomia é realizada.

Quando é preciso fazer a tireoidectomia?

A tireoidectomia é a alternativa cirúrgica para tratamento de diversas condições que acometem esse órgão. Uma das principais indicações é quando há suspeita ou confirmação de malignidade de um nódulo.

Nesses casos, pode ser indicada a remoção parcial ou total da tireoide, a depender da avaliação médica e do estado de saúde do paciente. O objetivo é remover todo o tumor e, se necessário, o restante do parênquima tireoidiano com ou sem abordagem dos linfonodos cervicais.

Ainda, a tireoidectomia é realizada para evitar que as células cancerígenas alcancem outras partes do corpo, processo chamado de metástase. Além disso, contribui para a eliminação dos sintomas que impactam na qualidade de vida do paciente, tal como, compressão das estruturas do pescoço.

No entanto, a indicação para esta cirurgia não se restringe ao tratamento do câncer. Outras condições que podem exigir sua realização são: suspeita de tumores malignos, bócio mergulhante ou hipertireoidismo, quando o tratamento conservador não surte o efeito esperado.

Outrossim, caso a punção e o ultrassom não consigam identificar se um nódulo tireoidiano é maligno ou benigno, a tireoidectomia pode ser feita para fins diagnósticos. A definição do protocolo cirúrgico deve levar em consideração o tipo de distúrbio que acomete a tireoide.

Como é o pós-operatório?

O pós-operatório da cirurgia de remoção da tireoide pode levar até 15 dias. Durante esse período, o paciente deve evitar esforços físicos para evitar sangramentos e inchaço na região operada. 

Contudo, não há a necessidade de repouso total e é possível retornar ao trabalho, caminhar e movimentar o pescoço. Caso haja dor, o paciente pode utilizar-se de analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo médico.

Além disso, ele precisa manter o curativo sempre limpo, seco e protegido do sol. Embora as complicações pós-operatórias não sejam comuns, elas podem ocorrer. As consequências mais recorrentes são: dor de garganta e tosse, alterações na voz, hematoma no pescoço e diminuição dos níveis de cálcio no sangue.

Então, como você pode perceber, a tireoidectomia é um procedimento necessário e importante para quem sofre com alguma condição nessa glândula. Portanto, se você pretende realizar esse procedimento, lembre-se de seguir todas as orientações da equipe médica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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