tumor no maxilar

Tumor no maxilar: causas e tratamentos

O termo câncer de cabeça e pescoço é utilizado para descrever toda neoplasia maligna que acomete as células dos tecidos que revestem as mucosas, tais como, garganta, laringe, faringe, nariz, seios paranasais e boca, inclusive o tumor no maxilar.

Você já ouviu falar em osteossarcoma? Conhece as causas e tratamentos para esse tumor? Caso não, recomendamos a leitura deste post. A seguir, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

O que é o maxilar? Como ocorre o tumor no maxilar?

Embora muitas pessoas confundam, maxilar e mandíbula não são a mesma coisa. O maxilar é a estrutura da região frontal do crânio responsável por suportar os dentes superiores, integrando parte do palato, da cavidade nasal e da órbita ocular.

Apesar das duas arcadas serem chamadas de maxilares, a maxila é a parte superior e a mandíbula a parte inferior. Quando sentimos dor na região, ela é sentida na mandíbula, pois o maxilar não dói.

No entanto, ambas as arcadas podem ser acometidas por um tumor maligno. O carcinoma de células escamosas é o tipo mais comum, mas também pode ser um osteossarcoma, tumor de Ewing, tumores e cistos ósseos benignos ou metastáticos.

Osteossarcoma

Trata-se do tipo de tumor ósseo mais comum, acometendo com maior frequência os ossos longos, especialmente a tíbia, o fêmur e o úmero. No entanto, em situações raras, pode afetar os maxilares. 

Ainda, o osteossarcoma é uma neoplasia maligna que se caracteriza pela produção de tecido osteóide e osso imaturo que se propaga através do estroma celular. Embora possa acometer mulheres, é mais comum entre homens.

No que se refere às causas, esse tumor está relacionado a diferentes situações clínicas, desde alterações ósseas preexistentes até traumatismos prévios e osteogênese imperfeita. Com isso, podem causar dor, assimetria facial, abaulamento, deslocamento e mobilidade dos dentes, entre outros sintomas.

Ademais, o tratamento do osteossarcoma baseia-se na remoção cirúrgica radical da lesão, sendo combinado ou não com sessões de radioterapia e/ou quimioterapia.

Tumor de Ewing

Trata-se de um tumor maligno que ocorre com frequência em ossos ou partes moles, principalmente em crianças, adolescentes e adultos jovens. Geralmente, se desenvolve na pelve, parede torácica, mão e crânio.

Ainda, esse tipo de tumor no maxilar não tem causa conhecida. O tratamento padrão inclui poliquimioterapia intensiva associada à ressecção cirúrgica do tumor, combinada ou não com radioterapia.

Tumores ósseos benignos

O tumor ósseo benigno que com mais frequência acomete o maxilar é o tumor de células gigantes, mais comum em pessoas com idade entre 20 e 30 anos. Esse tipo de doença é conhecido por sua recorrência.

Embora seja benigno, esses tumores ósseos são agressivos e podem destruir o osso, se estender aos tecidos moles e até criar metástases no pulmão. O tratamento padrão é a curetagem radical seguida de preenchimento com enxerto ósseo.

Tumores ósseos metastáticos

Qualquer câncer pode criar metástase ao osso, especialmente o câncer de próstata. Qualquer osso pode ser acometido por esses tumores. Quando ocorrem, não costumam causar sintomas. Caso existam, a dor óssea é o mais comum.

Normalmente, os tumores metastáticos são tratados com radioterapia, cirurgia para estabilizar o osso, ressecção do osso, cifoplastia ou vertebroplastia. A escolha depende do tipo de osso acometido e do estado em que se encontra.

Enfim, com a leitura deste post, você conheceu um pouco mais sobre os tipos de tumor no maxilar, suas causas, sintomas e tratamentos. Apesar de existirem diferentes tipos, trata-se de uma condição rara.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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