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Leucoplasia oral: o que é e quando se torna preocupante?

Leucoplasia oral: o que é e quando se torna preocupante?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
04/03/2025
5 min. de leitura

Lesão branca na mucosa da boca pode ser benigna, mas tem potencial para evoluir para câncer bucal

A leucoplasia oral é uma condição que afeta a mucosa da boca, resultando em manchas brancas ou espessas. Ainda que seja frequentemente assintomática, essa alteração é um sinal de que há algum problema na saúde bucal. A condição pode indicar desde uma má higiene à possibilidade de desenvolvimento de câncer, sendo fundamental o diagnóstico e o tratamento precoces.

O que é leucoplasia oral?

A leucoplasia oral é uma lesão que afeta as mucosas da boca, caracterizando-se pelo aparecimento de placas brancas que não podem ser removidas por meio da escovação ou de outros métodos de limpeza. Essas lesões podem surgir em diversas regiões da cavidade bucal, como a língua, as bochechas, o soalho da boca e as gengivas.

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A condição é mais comum em adultos com idades entre 40 e 60 anos, especialmente em homens, e está frequentemente associada ao consumo de tabaco e álcool, além de traumatismos recorrentes causados por dentes ou próteses dentárias mal ajustadas. Embora seja geralmente assintomática, essa condição requer atenção médica, pois pode ter o potencial de se tornar uma lesão pré-maligna, com risco de transformação em câncer.

Como a leucoplasia oral ocorre?

A leucoplasia oral ocorre principalmente devido à exposição prolongada a substâncias irritantes, o que provoca o espessamento da camada de queratina nas mucosas da boca como uma resposta de proteção. As lesões tendem a surgir em áreas com maior acúmulo dessas substâncias ou onde há mais atrito, como borda lateral da língua, gengivas, soalho da boca e parte interna das bochechas.

Dessa forma, alguns dos fatores de risco associados ao desenvolvimento de leucoplasia oral são:

  • Uso de tabaco;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Falta de cuidados com a higiene bucal;
  • Uso de próteses dentárias mal ajustadas;
  • Refluxo gastroesofágico.

Quais os principais sintomas da leucoplasia oral?

A leucoplasia oral geralmente se manifesta como uma placa esbranquiçada, levemente elevada e com bordas bem definidas, que não pode ser removida com escovação ou limpeza. Quando aparece, a lesão é fina e não causa dor. Em alguns casos, pode apresentar fissuras, rugosidades ou até verrugas, o que requer um acompanhamento mais atento devido ao risco de transformação maligna.

Embora a leucoplasia oral geralmente não cause dor, ela pode se tornar sensível ao calor ou à irritação. Em alguns casos, pode apresentar uma textura áspera ou elevada. Nos estágios mais avançados, a condição pode levar a aparecimento de ulcerações, dificuldades na movimentação da língua e problemas para engolir.

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Quais os perigos da leucoplasia oral?

Embora a leucoplasia oral seja uma condição benigna na maioria dos casos, ela também pode representar um risco para a saúde bucal. O principal perigo associado a essa condição é a possibilidade de transformação em câncer oral, principalmente em casos em que as lesões apresentam características específicas de risco.

A leucoplasia oral pode virar câncer?

A leucoplasia oral é classificada como uma lesão pré-maligna, ou seja, não apresenta características típicas de câncer, porém pode evoluir para um tumor maligno, caso não seja tratada adequadamente. As chances da condição se transformar em uma forma maligna aumenta quando os fatores de risco, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, não são controlados.

Como diagnosticar a leucoplasia oral?

O diagnóstico da leucoplasia oral é realizado por meio de uma avaliação clínica conduzida frequentemente por um médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço. Durante a consulta, o profissional investiga os fatores de risco, como o uso de tabaco, o consumo de álcool, além de histórico de infecções virais e câncer oral. Também é realizado um exame físico detalhado para analisar o tamanho, a forma, a localização das manchas brancas e sua consistência, observando se são mais espessas ou ásperas.

Para avaliar a condição, pode ser realizada uma biópsia, que consiste na remoção de uma amostra do tecido suspeito para análise microscópica. Esse procedimento é essencial para determinar se a lesão é benigna ou maligna. Em alguns casos, exames complementares, como testes para infecções virais, incluindo o HPV, também podem ser indicados.

Quais os tratamentos indicados para leucoplasia oral?

O tratamento da leucoplasia oral depende da identificação de tipo e causa da lesão, além da eliminação de fatores de risco para evitar a progressão e uma recidiva. Dessa forma, a condição pode melhorar ao interromper a exposição a irritantes, como o tabaco, ou tratar problemas subjacentes, como o refluxo gastroesofágico.

Nos casos mais graves, em que há risco de malignização ou câncer já identificado, o tratamento pode envolver cirurgia para remoção das lesões. A abordagem cirúrgica pode envolver técnicas como a cirurgia convencional, mas também eletrocauterização, que utiliza corrente elétrica para destruir o tecido anormal, laser de alta potência, que remove células alteradas, ou criocirurgia, que usa temperaturas baixas para destruir células afetadas.

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Quando procurar um médico?

É importante procurar um médico quando há alterações na cavidade oral que não desaparecem em até 15 dias, como manchas brancas persistentes, lesões ou placas que não podem ser removidas com a escovação. A consulta se torna ainda mais urgente se houver sinais de desconforto, como dor ao engolir e dificuldade de movimentação da língua, ou se as lesões aumentarem de tamanho, endurecerem ou mudarem de cor.

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Fontes

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço