A inteligência artificial atua como apoio ao especialista responsável pela laringoscopia.
A laringoscopia é utilizada para observar a laringe, a faringe e outras estruturas das vias aéreas superiores, além de investigar alterações de voz, deglutição e lesões suspeitas. Com o avanço da IA e laringoscopia, algoritmos podem auxiliar na leitura de imagens e na organização de dados, tornando a avaliação mais objetiva. Ainda assim, a conclusão depende do exame clínico, do histórico do paciente e do raciocínio do médico.
Para que serve a laringoscopia?
A laringoscopia é um exame endoscópico que visualiza pregas vocais, epiglote, aritenoides, orofaringe e hipofaringe. Pode ser feita com espelho, por videolaringoscopia rígida ou por nasofibrolaringoscopia flexível, com uma fibra óptica fina introduzida pelas narinas. Em biópsias ou procedimentos cirúrgicos, a forma direta pode exigir anestesia geral.
Além da anatomia, o exame analisa mobilidade das pregas vocais, simetria, fechamento glótico, mucosa e lesões. Na videolaringoestroboscopia, a luz estroboscópica mostra a vibração em movimento aparente mais lento. A IA e laringoscopia pode acrescentar medidas automatizadas, mas o médico correlaciona os achados com sintomas e outros exames.
Essa análise pode ser indicada para casos onde é necessário:
- Investigação de rouquidão persistente, pigarro, dor ao engolir ou alterações na voz;
- Avaliação de nódulos, pólipos, cistos, paralisia das pregas vocais e lesões inflamatórias;
- Identificação de lesões suspeitas, pré-cancerígenas e tumores de laringe ou hipofaringe;
- Realização de biópsias e planejamento de tratamentos endoscópicos ou cirúrgicos.
Principais aplicações da IA na laringoscopia
A laringoscopia é segura e eficaz quando bem indicada. A associação entre IA e laringoscopia pode padronizar a análise ao destacar áreas suspeitas, quantificar movimentos e organizar exames. Esses recursos são complementares e exigem validação clínica e supervisão médica.
Detecção precoce e segmentação automática de lesões
Sistemas de visão computacional podem reconhecer padrões de cor, textura, vascularização e contorno em imagens endoscópicas. Na IA e laringoscopia, a segmentação automática delimita áreas alteradas quadro a quadro, ajudando a comparar tamanho, extensão e relação com tecidos vizinhos.
Esse apoio pode destacar lesões pequenas durante a revisão de vídeos. Entretanto, inflamações, secreções, reflexos e variações anatômicas podem gerar falsos alertas. A confirmação de câncer depende do médico e, quando indicada, da biópsia com análise anatomopatológica.
Análise dinâmica e quantitativa das pregas vocais
A movimentação das pregas vocais é rápida e complexa. Algoritmos podem acompanhar bordas e calcular amplitude, simetria, periodicidade e fechamento. Com IA e laringoscopia, esses parâmetros complementam estroboscopia e vídeos de alta velocidade, reduzindo a subjetividade de algumas medidas.
As informações podem ajudar no acompanhamento de disfonias, paralisias, lesões benignas e recuperação. Mesmo assim, números isolados não explicam toda a função vocal. O especialista considera qualidade da voz, esforço, sintomas, exame físico e avaliação fonoaudiológica.
Triagem de exames em áreas remotas
Em regiões com poucos especialistas, imagens podem ser encaminhadas para análise à distância. A IA e laringoscopia pode organizar exames por suspeição, indicar registros com baixa qualidade e priorizar aqueles que exigem avaliação médica rápida.
Esse uso pode ampliar o acesso e reduzir atrasos, mas não torna o algoritmo responsável pelo diagnóstico. A teleavaliação deve respeitar qualidade da imagem, proteção de dados e consentimento. Casos suspeitos exigem consulta e confirmação por profissional habilitado.
O exame de laringoscopia com IA dói ou demora mais?
O uso de IA não muda necessariamente a realização do exame. Videolaringoscopia e nasofibrolaringoscopia costumam ser rápidas, com o paciente acordado e, quando indicado, anestésico tópico em spray.
A análise pode ocorrer durante ou após a gravação, sem prolongamento relevante e sintomas como pressão, vontade de engolir ou náusea decorrem do endoscópio, não da inteligência artificial.
A IA pode dar um diagnóstico de câncer na garganta sozinha?
A IA pode estimar probabilidade ou destacar uma lesão suspeita, mas não reúne sozinha todas as informações clínicas nem substitui o exame anatomopatológico.
Na IA e laringoscopia, o resultado deve ser interpretado pelo médico, que decide se há necessidade de biópsia, exames adicionais ou acompanhamento. A responsabilidade pelo diagnóstico e pela conduta permanece humana.
O uso da IA na laringoscopia é permitido no Brasil?
Desde que sejam observadas as normas éticas, técnicas e regulatórias, a inteligência artificial pode ser utilizada em procedimentos como a laringoscopia.
A Resolução CFM nº 2.454/2026 determina que a IA seja empregada como ferramenta de apoio, com transparência, segurança, proteção de dados e registro quando relevante. O médico deve exercer julgamento crítico e continua responsável pelas decisões diagnósticas, terapêuticas e prognósticas.
A Inteligência Artificial vai substituir o médico especialista?
Algoritmos não substituem anamnese, exame físico, experiência com anatomia, comunicação com o paciente e decisão diante de resultados contraditórios. A IA e laringoscopia pode ampliar a capacidade de análise, mas o especialista identifica limitações, descarta falsos achados, solicita biópsias e define o tratamento adequado para cada caso.
O que o Dr. Pablo Quintana diz sobre o uso da IA em laringoscopias?
A abordagem defendida pelo Dr. Pablo Quintana valoriza o diagnóstico cuidadoso, realização adequada da laringoscopia e correlação entre sintomas, exame clínico e achados endoscópicos.
Desta forma, a tecnologia deve apoiar a precisão e o registro das imagens, sem afastar a supervisão, a responsabilidade e o raciocínio do cirurgião de cabeça e pescoço.
Entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Pablo Quintana.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço
National Center for Biotechnology Information

