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Classificação Bethesda: entenda o que é

Classificação Bethesda: entenda o que é
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
18/03/2025
5 min. de leitura

Trata-se de um sistema de categorização dos resultados de biópsias de nódulos na tireoide para determinar o risco de malignidade e o tratamento adequado

A classificação Bethesda é um sistema amplamente utilizado para avaliar os resultados de biópsias de nódulos na tireoide, com o objetivo de auxiliar os médicos na definição da abordagem terapêutica mais adequada. Desenvolvida para padronizar a interpretação dos exames, esse sistema proporciona uma comunicação eficiente entre os profissionais de saúde, oferecendo informações sobre o risco de câncer.

O que é Bethesda?

A classificação Bethesda é uma escala criada para padronizar a análise dos resultados de biópsias de nódulos na tireoide, especialmente após a realização da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Esse sistema classifica os nódulos de tireoide em seis categorias, que variam de acordo com o risco de malignidade, ou seja, a probabilidade de o nódulo ser cancerígeno.

O objetivo da classificação Bethesda é fornecer uma interpretação uniforme e padronizada dos exames, o que facilita a discussão clara e objetiva dos casos entre os médicos. Dessa forma, esse sistema desempenha um papel fundamental em diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes com nódulos tireoidianos.

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Como funciona o sistema Bethesda?

A PAAF (punção aspirativa por agulha fina) é indicada quando o nódulo apresenta características suspeitas na ultrassonografia, quando ocorre mudança no tamanho ou nos sintomas, ou quando há crescimento. A amostra coletada na punção do nódulo na tireoide é analisada por um patologista, que classifica o nódulo em uma das seis categorias da classificação Bethesda, com base nas características citológicas observadas.

Onde o sistema de Bethesda é aplicado?

A classificação Bethesda é usada em diferentes partes do mundo para classificar as amostras celulares obtidas de nódulos tireoidianos. Cada categoria está associada a um risco diferente de malignidade, o que determina as recomendações médicas, que podem variar desde a vigilância ativa e a repetição da PAAF até mesmo a indicação de cirurgia para remoção parcial ou total da tireoide.

Quais são as categorias do sistema de Bethesda?

A classificação Bethesda sistematiza os nódulos de tireoide em seis categorias, que variam de acordo com a probabilidade de malignidade. São elas:

Bethesda I – amostra não diagnóstica: quando a amostra obtida pela PAAF não contém células suficientes, possui excesso de sangue ou falhas técnicas, impedindo uma análise conclusiva. Nessa situação, é preciso repetir o exame.

Bethesda II – benigno: resultado aponta que os nódulos têm alta probabilidade de serem benignos, com risco muito baixo de câncer (2-7%). A partir de então, o acompanhamento por ultrassonografia costuma ser feito periodicamente.

Bethesda III – atipia de significado indeterminado: diagnóstico não conclusivo, com um risco de malignidade, pois as células apresentam atipias que não permitem determinar se o nódulo é benigno ou maligno. Recomenda-se uma nova PAAF e testes moleculares com cirurgia para diagnóstico de malignidade neste nódulo.

Bethesda IV – suspeito de neoplasia folicular: apresentam risco de malignidade entre 23-34%. Há a possibilidade de uma neoplasia folicular, podendo ser benigna ou maligna. Para confirmar o diagnóstico, uma cirurgia para remoção parcial é frequentemente recomendada, não obstante, testes moleculares podem ser solicitados para aumentar ou diminuir a acurácia diagnóstica.

Bethesda V – suspeita de malignidade: com risco de malignidade de 67-83%, os nódulos apresentam características celulares que sugerem a presença de câncer, como carcinoma papilífero ou medular da tireoide. A conduta mais indicada é a cirurgia para remoção do lobo ou da tireoide por completo.

Bethesda VI – maligno: nódulos com alta probabilidade de malignidade, acima de 97%, confirmada pela presença de células cancerígenas. Os tipos de câncer mais comuns incluem carcinoma papilífero, folicular, medular e anaplásico. A remoção cirúrgica da tireoide é geralmente indicada.

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Quais os benefícios do sistema Bethesda?

A classificação Bethesda oferece diversos benefícios na avaliação e no manejo dos nódulos de tireoide, como:

  • Redução da subjetividade e melhor direcionamento do tratamento, já que fornece informações claras e objetivas;
  • Padroniza os resultados, facilitando a comunicação entre diferentes profissionais de saúde, como endocrinologistas, radiologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço;
  • Oferece precisão diagnóstica, evitando erros de interpretação dos resultados;
  • Permite o tratamento e o acompanhamento mais adequados à situação específica de cada paciente, com base no risco de malignidade;
  • Possibilita abordagens menos invasivas para casos benignos.

Qual a diferença entre classificação Bethesda e classificação TI-RADS?

A classificação TI-RADS e a classificação Bethesda são dois sistemas complementares usados na avaliação dos nódulos de tireoide, mas com abordagens diferentes. A classificação TI-RADS é aplicada na análise da ultrassonografia da tireoide, avaliando características do nódulo, como composição, ecogenicidade, calcificações, forma e margens.

A classificação TI-RADS, por sua vez, atribui uma pontuação que varia de TI-RADS 1, que é benigno, a TI-RADS 5, sugestivo de malignidade, orientando o médico sobre a necessidade de realizar uma biópsia para investigar mais a fundo o risco de câncer, sem fornecer um diagnóstico definitivo, pois a ultrassonografia não consegue determinar se o nódulo é maligno ou benigno.

A classificação Bethesda é utilizada para categorizar os resultados da PAAF, que analisa as células retiradas do nódulo. A partir da análise citológica, o médico define o tratamento adequado, como cirurgia ou acompanhamento do nódulo. Ou seja, enquanto o TI-RADS indica a necessidade de biópsia no exame de ultrassonografia, a classificação Bethesda é aplicada no material coletado na biópsia, ajudando a determinar o risco de malignidade.

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Fonte

Dr. Pablo Quintana