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Gânglios linfáticos inflamados: o que pode ser?

Gânglios linfáticos inflamados: o que pode ser?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
5 min. de leitura

Uma simples “bolinha” no pescoço, axila ou virilha não é algo que deva ser ignorado, mesmo que maioria das vezes não seja motivo para pânico.

É comum que as pessoas percebam que têm gânglios linfáticosinflamados somente quando notam um caroço no pescoço ou em outra parte do corpo. A primeira reação costuma ser o pensamento de que seja algo grave, mas a verdade é que, na maioria dos casos, esse aumento acontece porque o organismo está combatendo alguma infecção.  Ainda assim, existem situações em que a condição indica doenças que precisam de tratamento rápido, e isso inclui até alguns tipos de câncer.

Diversos tumores podem atingir os linfonodos ou provocar o seu aumento, principalmente os linfomas e os cânceres de cabeça e pescoço. Ao mesmo tempo, a grande maioria dos linfonodos aumentados, observados a olho nu, está relacionada a infecções virais ou bacterianas, e não ao câncer.

Ou seja, encontrar gânglios linfáticos inflamados não é certeza de um diagnóstico grave, mas sempre merece uma avaliação se o aumento for contínuo ou acompanhado de outros sintomas.

O que são gânglios linfáticos?

Também chamados de linfonodos, os gânglios linfáticos são pequenas estruturas espalhadas pelo corpo que fazem parte do sistema imunológico. Funcionam como uma espécie de filtro, ajudando o organismo a identificar e combater vírus, bactérias, fungos e até células alteradas.

Esses gânglios ficam distribuídos em várias regiões, mas principalmente estão no pescoço, axilas, virilhas, tórax e abdômen. Quando o corpo está enfrentando alguma infecção ou processo inflamatório, eles podem aumentar de tamanho temporariamente, e é justamente aí que surgem os gânglios linfáticos inflamados, visualizados como pequenas bolinhas móveis e certas vezes doloridas.

Gânglios linfáticos inflamados: o que pode ser?

Existem várias causas que levam ao aumento dos linfonodos, mas, na maioria das vezes, são benignas. O próprio sistema imunológico faz os gânglios aumentarem enquanto trabalha para combater algum problema no organismo.

As causas mais comuns dos gânglios linfáticos inflamados incluem:

  • Resfriados e gripes;
  • Infecções de garganta e amigdalite;
  • Infecções dentárias;
  • Otites;
  • Mononucleose;
  • COVID-19 e outras infecções virais;
  • Toxoplasmose;
  • Tuberculose;
  • Doenças autoimunes;
  • Reação a algumas vacinas;
  • Linfomas;
  • Metástases de outros tipos de câncer.

Importante entender que, na maioria das situações, os gânglios voltam ao tamanho normal depois que a doença é tratada. Porém, se continuam crescendo, permanecem endurecidos ou aparecem sem uma causa aparente

Quando os gânglios linfáticos inflamados podem indicar câncer?

Gânglios endurecidos, que não doem e ficam fixos no local, aumentam de tamanho progressivamente ou permanecem aumentados por mais de três a quatro semanas podem ter relações com doenças mais sérias. Quando isso acontece junto com perda de peso sem explicação, febre persistente, suor noturno intenso ou cansaço exagerado, a investigação precisa ser feita com urgência.

Certamente, o câncer é uma preocupação comum, mas felizmente está longe de ser a principal causa dos gânglios linfáticos inflamados, mesmo que alguns sinais chamem mais atenção e precisem ser avaliados com cautela.

Entre os cânceres que podem provocar aumento dos linfonodos estão os linfomas, leucemias e tumores de cabeça e pescoço, boca, garganta, tireoide, pulmão e mama. Mesmo nesses casos, somente exames específicos conseguem confirmar algo.

Quando a biópsia do gânglio é necessária para confirmar a causa?

Costuma ser indicada quando o gânglio vai aumentado por muito tempo, com características suspeitas nos exames de imagem ou quando existe dúvida sobre o diagnóstico. O procedimento permite retirar parte ou todo o linfonodo para análise em laboratório, e assim identifica infecções específicas, doenças inflamatórias ou diferentes tipos de câncer.

Nem todo caso de aumento dos linfonodos requer biópsia. Há situações em que o médico acompanha a evolução por alguns dias ou semanas, principalmente quando existe uma infecção evidente que explique o aparecimento dos gânglios linfáticos inflamados.

Além da biópsia, o médico pode solicitar ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e exames de sangue para complementar a investigação.

Como é o tratamento de gânglios linfáticos inflamados?

Nas vezes em que o problema é uma infecção bacteriana, normalmente são indicados antibióticos. Se a causa for viral, basta controlar os sintomas enquanto o próprio organismo combate a infecção. Já nos casos relacionados a doenças autoimunes, tuberculose ou câncer, o tratamento será direcionado para a doença responsável pelo aumento dos linfonodos.

Ou seja, o tratamento é indicado 100% de acordo com a causa, uma vez que os sinais mostram que algo está acontecendo no organismo, e nem sempre o motivo é o mesmo em todos os pacientes.

Quando existe suspeita ou confirmação de câncer de cabeça e pescoço, o acompanhamento precisa ser feito por um cirurgião de cabeça e pescoço, como o Dr. Pablo Quintana, especialista com conhecimento e capacidade para avaliar a necessidade de cirurgia, biópsia e outros tratamentos.

Sinais de alerta: quando procurar um médico urgentemente?

Um fato interessante é que, em alguns casos, esperar alguns dias para ir ao médico faz parte do processo, ainda mais quando o paciente está resfriado ou teve infecção recente. Porém, há sinais que indicam que é necessário agendar uma consulta com o Dr. Pablo Quintana com urgência:

  • Gânglio maior que cerca de 2 centímetros;
  • Crescimento rápido do caroço;
  • Endurecimento ou falta de mobilidade;
  • Persistência por mais de três a quatro semanas;
  • Febre sem causa aparente;
  • Suor noturno intenso;
  • Perda de peso sem fazer dieta;
  • Dificuldade para engolir ou respirar;
  • Rouquidão persistente;
  • Presença de vários gânglios aumentados ao mesmo tempo.

Entre em contato para agendar uma consulta e tirar todas as suas dúvidas.

Fontes:

Pablo Quintana;
Instituto Nacional de Câncer (INCA);
Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI);
Manual MSD Brasil;