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Qual o melhor tratamento para bócio (tireoide aumentada)?

Qual o melhor tratamento para bócio (tireoide aumentada)?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
6 min. de leitura

O aumento da tireoide ocorre por diferentes causas. Então, entender o diagnóstico é o primeiro passo para definir um cuidado assertivo.

O diagnóstico de que a tireoide está aumentada certamente gera muitas dúvidas ao paciente, já que o bócio pode aparecer por diferentes motivos, de alterações hormonais até a presença de nódulos. Assim, cada situação requer uma avaliação específica e, na maioria das vezes, há um tratamento do bócio capaz de evitar complicações.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), os nódulos de tireoide podem ser encontrados em até 60% da população quando investigados por ultrassonografia, sendo a maior parte benigna.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que bilhões de pessoas moram em regiões onde a deficiência de iodo já foi um fator importante para o surgimento do bócio. Porém, esse cenário diminuiu bastante em países como o Brasil, por exemplo, isso graças à iodação obrigatória do sal de cozinha.

Mesmo com esses dados promissores da OMS, outras causas continuam sendo frequentes e reforçam a importância do diagnóstico precoce.

O que é o bócio?

Bócio é o nome dado ao aumento do tamanho da glândula tireoide, localizada na parte da frente do pescoço, inferior à laringe e anterolateral à traqueia.

O crescimento acontece de forma uniforme ou por causa do surgimento de um ou mais nódulos, podendo ou não alterar a produção dos hormônios tireoidianos.

Um ponto que normalmente dificulta o diagnóstico é o fato de que nem todo bócio provoca sintomas no início, por isso muitas pessoas só descobrem a alteração durante exames de rotina ou ao perceberem um aumento visível no pescoço.

Conforme a glândula cresce, é possível que surjam problemas para engolir, sensação de aperto na garganta, rouquidão e até dificuldade para respirar.

As causas para esses sintomas supracitados normalmente são:

  • Deficiência de iodo;
  • Doença de Hashimoto;
  • Doença de Graves;
  • Nódulos benignos ou malignos;
  • Alterações genéticas;
  • Inflamações da tireoide.

Independentemente da causa, o tratamento do bócio deve sempre ser individualizado, considerando o funcionamento da tireoide, o tamanho da glândula e os sintomas do paciente.

Quais são os tipos de bócio?

Entre os principais estão o bócio difuso, quando a glândula inteira aumenta de tamanho de maneira uniforme; o bócio multinodular, causado pelo surgimento de múltiplos nódulos, sendo uma das formas mais comuns; o bócio uninodular, que é o aumento de volume que ocorre pela presença de apenas um nódulo na glândula; bócio tóxico, que aparece quando há produção excessiva de hormônios pela tireoide, podendo resultar em um quadro de hipertireoidismo. Por fim, também existe o bócio atóxico, no qual a glândula aumenta, mas mantém a produção hormonal normal e o paciente não apresenta hipertireoidismo.

Cada um desses quadros apresenta características diferentes, tanto em relação aos sintomas quanto ao tratamento do bócio.

Como o diagnóstico de bócio é confirmado?

No início do atendimento, o especialista, normalmente um cirurgião de cabeça e pescoço, realiza o exame físico do pescoço e investiga sintomas como alterações hormonais, dificuldade para engolir, histórico familiar e crescimento perceptível da região cervical.

Depois dessa primeira avaliação, normalmente são solicitados exames laboratoriais para checar os níveis dos hormônios da tireoide e exames de imagem, principalmente a ultrassonografia, que permite uma análise do tamanho da glândula, identificar nódulos e avaliar características que ajudam a definir o risco de malignidade.

Dependendo do caso, outros exames podem ser necessários, como:

  • Dosagem de TSH, T3 e T4;
  • Ultrassonografia da tireoide;
  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF);
  • Cintilografia da tireoide;
  • Tomografia computadorizada, quando há suspeita de compressão importante.

A resposta para essas análises permite a definição de qual será o melhor tratamento do bócio.

Como o médico define o melhor tratamento para bócio?

O tratamento do bócio é indicado de acordo com o quadro apresentado pelo paciente, ou seja, não há um único tratamento que sirva para todos. O médico avalia diversos fatores antes de tomar qualquer decisão, já que muitos casos podem apenas ser acompanhados ao longo do tempo, sem necessidade de intervenção imediata.

São considerados aspectos como:

  • Tamanho da tireoide;
  • Presença de sintomas compressivos;
  • Funcionamento hormonal;
  • Quantidade e características dos nódulos;
  • Idade do paciente, histórico familiar e suspeita de câncer.

Enquanto em algumas situações apenas o acompanhamento é suficiente, em outras o crescimento da glândula ou alterações hormonais tornam necessário iniciar algum tipo de tratamento do bócio, seja clínico ou cirúrgico.

Opções de tratamento para bócio

A medicina moderna proporciona diferentes possibilidades para tratar o bócio, com abordagens menos invasivas e resultados satisfatórios.

Tratamento medicamentoso

Quando o aumento da tireoide está relacionado a alterações hormonais, o profissional pode indicar medicamentos para controlar a produção dos hormônios. Além de controlar os sintomas, essa estratégia ajuda a estabilizar a função da glândula e é capaz de impedir a progressão do quadro, sendo uma das formas mais utilizadas de tratamento do bócio em situações específicas.

Terapia com Iodo Radioativo (Radioiodoterapia)

A técnica de radioiodoterapia é indicada, principalmente, em casos de hipertireoidismo e bócios tóxicos. Esse tipo de tratamento utiliza iodo radioativo para diminuir tamanho e atividade hormonal da glândula.

O procedimento costuma ser realizado em ambiente ambulatorial e tem altas taxas de sucesso, podendo evitar cirurgias em muitos casos.

Cirurgia de tireoidectomia

Quando o bócio provoca compressão, cresce rapidamente, apresenta suspeita de câncer ou causa alterações estéticas significativas, a cirurgia é a melhor alternativa.

Nestes casos, a tireoidectomia é uma boa estratégia, e pode ser parcial ou total, dependendo da extensão da doença. Atualmente, com técnicas modernas e maior experiência das equipes cirúrgicas, os índices de complicações vêm diminuindo e a recuperação costuma ser mais tranquila quando comparada ao passado.

Ablação por radiofrequência de nódulos tireoidianos

Essa é uma técnica minimamente invasiva que é direcionada a alguns pacientes com nódulos benignos que provocam sintomas ou desconforto estético.

No momento da realização do procedimento, uma agulha especial aquece o tecido do nódulo, o que promove uma redução gradual ao longo dos meses, tirando a necessidade de retirada completa da tireoide.

Essa tecnologia tem ganhado espaço justamente por preservar a glândula e proporcionar recuperação mais rápida.

Qual médico realiza o tratamento de bócio?

O tratamento do bócio precisa ser conduzido por um profissional com experiência no diagnóstico e manejo das doenças da tireoide.

O Dr. Pablo Quintana, cirurgião de cabeça e pescoço, atua no diagnóstico e tratamento das principais patologias da tireoide e das paratireoides, incluindo bócio, nódulos tireoidianos e câncer de tireoide.

Em caso de indicação cirúrgica, o Dr. Pablo Quintana realiza procedimentos como a tireoidectomia, com propriedade para utilizar técnicas atualizadas aliadas a um planejamento cuidadoso para proporcionar mais segurança. Antes da cirurgia, ele avalia outras opções terapêuticas disponíveis, mas sempre vai indicar a alternativa mais adequada de acordo com o diagnóstico, os sintomas e as necessidades de cada paciente.

Independentemente da abordagem escolhida, o mais importante é que o tratamento do bócio seja feito a partir de um diagnóstico preciso e conduzido por um especialista na área. Importante considerar que, quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas.

Agende uma consulta assim que notar algum sinal. O Dr. Pablo Quintana estará disponível para sanar quaisquer dúvidas relacionadas ao tema.

Fontes:

Pablo Quintana;
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM);
Organização Mundial da Saúde (OMS);
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS Brasil).