Por mais sério que pareça, o câncer de tireoide apresenta altas chances de cura quando diagnosticado precocemente.
O diagnóstico de câncer de tireoide gera medo e dúvidas, inclusive em relação às opções de tratamento e, principalmente, chances de recuperação. Graças aos avanços da medicina, agora grande parte dos pacientes tem excelentes resultados, ainda mais quando o tumor é identificado nas fases iniciais.
O câncer de tireoide figura entre as neoplasias endócrinas mais frequentes e apresenta altas taxas de cura, principalmente nos casos de carcinoma papilífero e folicular.
Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) sugerem que cerca de 90% dos tumores malignos da tireoide são do tipo papilífero, condição que costuma apresentar evolução lenta e excelente prognóstico quando tratado adequadamente.
Por isso, conhecer os tratamentos para câncer de tireoide ajuda a entender cada etapa do cuidado.
Entendendo os tipos de câncer de tireoide
O câncer de tireoide pode se apresentar por meio de diferentes tipos de tumores, sendo cada um com características próprias e formas específicas de tratamento.
Essa classificação é fundamental para que o médico especialista entenda os tratamentos para câncer de tireoide mais indicados para cada paciente.
O carcinoma papilífero é o mais comum, representando aproximadamente 80% a 90% dos casos. Já o carcinoma folicular corresponde a cerca de 10% dos diagnósticos e normalmente apresenta bom prognóstico. Agora, o carcinoma medular é mais raro e pode ter associação com alterações genéticas hereditárias, enquanto o carcinoma anaplásico representa menos de 2% dos casos, sendo considerado o tipo mais agressivo.
Principais características:
- Carcinoma papilífero: crescimento lento e altas taxas de cura.
- Carcinoma folicular: geralmente apresenta bom prognóstico quando tratado precocemente.
- Carcinoma medular: pode ter origem hereditária e exige investigação familiar em alguns casos.
- Carcinoma anaplásico: raro, agressivo e necessita de abordagem multidisciplinar.
Mesmo com diferenças, todos precisam de avaliação médica especializada para a definição dos melhores tratamentos para câncer de tireoide. É necessário considerar o estágio da doença, idade do paciente e outras condições clínicas.
Causas e fatores de risco do câncer de tireoide
Geralmente, não há como identificar uma única causa para o desenvolvimento do câncer de tireoide, uma vez que a doença costuma surgir pela combinação de fatores genéticos, ambientais e alterações celulares que acontecem ao longo da vida.
Existem algumas condições que elevam o risco de desenvolver esse tipo de tumor, como por exemplo o sexo feminino, já que as mulheres têm maior incidência da doença. Segundo o INCA, o câncer de tireoide é aproximadamente três vezes mais frequente em mulheres do que em homens.
Entre os principais fatores de risco estão:
- Histórico familiar de câncer de tireoide;
- Alterações genéticas hereditárias;
- Exposição prévia à radiação;
- Presença de algumas doenças hereditárias;
- Sexo feminino;
- Idade entre 30 e 60 anos.
Apresentar fatores de risco não é certeza de desenvolvimento da doença, a pessoa pode nunca ter esse câncer. Porém, o acompanhamento médico é importante, sendo a melhor estratégia para detectar alterações precocemente.
Como o diagnóstico do câncer de tireoide é confirmado?
Inicia a partir de exame físico feito por especialista, que avalia a presença de nódulos na região do pescoço, além de investigar sintomas e histórico familiar. Em muitos casos, o câncer é descoberto durante exames de rotina, isso porque nem sempre provoca sintomas nas fases iniciais.
Após essa primeira avaliação, normalmente são solicitados exames laboratoriais e de imagem.
Existe a ultrassonografia da tireoide, que é o principal exame para entendimento das características suspeitas dos nódulos. Quando necessário, é realizada a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), um procedimento importante para confirmar ou afastar a presença de células malignas antes da cirurgia.
Dependendo do caso, também podem ser utilizados tomografia computadorizada, ressonância magnética, exames genéticos e outros recursos para avaliar a extensão da doença e planejar os tratamentos para câncer de tireoide.
Como o médico define o melhor tratamento para o câncer de tireoide?
Como cada pessoa chega ao consultório apresentando características diferentes da doença, não há como ter um único protocolo válido para tratar todos os casos. O especialista considera diversos fatores antes de indicar o tratamento mais adequado, buscando sempre o equilíbrio entre controle da doença e preservação da qualidade de vida.
São avaliados o tipo de tumor, tamanho da lesão, presença de comprometimento dos linfonodos, existência de metástases, idade do paciente, resultado da biópsia e condições gerais de saúde. Essas informações originam um plano terapêutico individualizado, o que aumenta as chances de sucesso dos tratamentos para câncer de tireoide.
Existe a chance de que mais de uma modalidade terapêutica seja utilizada ao longo do acompanhamento.
Principais tratamentos para câncer de tireoide
Com os avanços da cirurgia oncológica e das terapias complementares, os tratamentos para câncer de tireoide alcançaram índices elevados de sucesso. A escolha da abordagem depende do tipo de tumor, do estágio da doença e da resposta individual de cada paciente.
Cirurgia de tireoidectomia
A tireoidectomia é considerada o principal entre os tratamentos para câncer de tireoide. O procedimento é realizado a partir da retirada parcial ou total da glândula, além da remoção dos linfonodos do pescoço quando há suspeita de disseminação da doença.
A cirurgia precisa ser realizada por um cirurgião de cabeça e pescoço experiente, pois ele vai remover completamente o tumor e ter cautela para preservar estruturas importantes, como os nervos responsáveis pela voz.
Terapia com Iodo Radioativo (Radioiodoterapia)
Após a cirurgia, alguns pacientes podem precisar da radioiodoterapia, um tratamento feito com iodo radioativo para eliminar possíveis células tireoidianas remanescentes e reduzir o risco de recorrência do câncer.
Vale ressaltar que não são todos os pacientes que precisam desse procedimento. A indicação depende do tipo de tumor, do risco de recidiva e da avaliação individual realizada pela equipe médica.
Terapia de supressão do TSH com hormônio tireoidiano
Após a retirada total da tireoide, é necessário fazer reposição hormonal por toda a vida. Além de substituir os hormônios produzidos pela glândula, essa medicação ajuda a manter níveis baixos de TSH, reduzindo o estímulo ao crescimento de possíveis novas células tumorais remanescentes.
Essa estratégia faz parte dos tratamentos para câncer de tireoide em muitos pacientes e exige acompanhamento periódico para ajustes da dose de acordo com exames laboratoriais.
Ablação por radiofrequência para pequenas recidivas locais
Em situações específicas, principalmente quando existem pequenas recidivas localizadas ou quando a cirurgia apresenta riscos elevados, a ablação por radiofrequência deve ser indicada.
A técnica, minimamente invasiva, utiliza calor controlado para destruir pequenas áreas de tecido tumoral, sendo uma alternativa para casos cuidadosamente selecionados pela equipe médica.
Radioterapia externa e quimioterapia (casos excepcionais)
Mesmo que muito conhecidas no tratamento de outros tipos de câncer, a radioterapia externa e a quimioterapia são utilizadas apenas em situações específicas do câncer de tireoide, principalmente nos tumores anaplásicos ou quando a doença não responde aos tratamentos convencionais.
Para alguns pacientes, também podem ser indicadas terapias-alvo e imunoterapia, vai depender das características genéticas do tumor e da evolução clínica.
Qual médico realiza o tratamento para câncer de tireoide?
O tratamento do câncer de tireoide deve ser conduzido por um cirurgião de cabeça e pescoço que seja especialista no diagnóstico e tratamento das doenças que acometem a tireoide.
Para tratar casos assim, recomendamos o nosso Dr. Pablo Quintana, cirurgião de cabeça e pescoço que atua no diagnóstico e tratamento das principais patologias da tireoide e das paratireoides, incluindo nódulos tireoidianos e câncer de tireoide.
Atendendo na Clínica Cabeça e Pescoço SP, o doutor tem suporte de uma equipe especializada para atuar no cuidado completo de pacientes. Sempre que necessário, o cirurgião trabalha em conjunto com endocrinologistas, médicos nucleares, radiologistas e oncologistas, garantindo que os tratamentos para câncer de tireoide sejam personalizados conforme o tipo do tumor, o estágio da doença e as necessidades de cada paciente.
Entre em contato para agendar uma consulta e tirar todas as suas dúvidas.
Fontes:
Pablo Quintana;
Instituto Nacional de Câncer (INCA);
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM);
Associação Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP).

